Segundo FMI, gripe A H1N1 deve ter efeitos consideráveis na economia mundial, já abalada por uma crise.
Efeitos globais
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o aumento de casos da gripe A H1N1 deve ter efeitos consideráveis na economia mundial, já abalada por uma crise que está longe do fim. “Os riscos da nova cepa de gripe, tanto sua extensão como letalidade, são difíceis de prever”, disse John Lipsky, primeiro subdiretor do Fundo em Tóquio.
Lipsky acredita que os efeitos da nova doença devem ser consideráveis. “Felizmente, o impacto deve ser bastante leve e contido. Depois da ameaça de gripe aviária há alguns anos, elaboramos grandes planos de emergência para o sistema financeiro, por exemplo”.
Fator agravante, Lipsky recordou que a doença surge em meio de uma crise econômica mundial que está longe do fim. Ele sugeriu que vários países asiáticos ainda têm margem para reduzir as taxas de juros em caso de necessidade para estimular suas economias.
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Turismo – O agravamento da gripe suína (H1N1) pode gerar um recuo de 36,8% no PIB do setor de viagens e turismo, um impacto de US$ 2,2 trilhões entre o fim de 2009 e 2010, segundo estudo divulgado pelo World Travel & Turism Council (WTTC) e a Oxford Economics Research, em Florianópolis, na reunião anual do WTTC.
As perdas poderão ocorrer, segundo a pesquisa, no caso de uma pandemia global, com mortes em vários países, a pior das possibilidades. Para efeito de comparação, o estudo mostrou que caso seja uma crise do “tipo Sars” (similar à gripe aviária na Ásia, em 2003), as consequências seria mais amenas pelos impactos geográficos limitados, com perdas estimadas de US$ 25,2 bilhões (recuo 0,4%) no PIB.
A gripe A H1N1 contaminou quase 8 mil pessoas. O vírus deixou 72 mortos.
– Com informações da Agência EFE e Valor Econômico























