Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Nutrição Animal

Fábrica de nutrientes

Indústria avalia a construção de uma fábrica de nutrientes para ração. Objetivo é reduzir importações e dependência externa.

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Fábrica de nutrientes

As empresas ligadas ao segmento de nutrição animal estudam alternativas para reduzir a dependência de nutrientes importados, especialmente da China, para a composição dos produtos utilizados na alimentação de aves, bovinos e suínos no Brasil. Entre as possibilidades que mais amadureceram nos últimos meses está a construção de uma indústria de química fina, que poderia substituir as importações desse tipo de produto – que somam US$ 1 bilhão por ano.

O projeto está sendo desenhado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), que já constatou o interesse de pelo menos dez associados dispostos a investir em uma nova fábrica. Sem revelar quais são as empresas envolvidas, o vice-presidente do Sindirações, Ariovaldo Zanni, informa apenas que são multinacionais que já atuam no segmento de nutrição humana e animal no Brasil, mas que dependem de componentes importados para formulação de seus produtos.

“Por enquanto, estamos na fase de estudo de viabilidade. Já passamos dados de mercado para o governo, que nos pediu para avaliar os pontos fracos e fortes, além das ameaças e oportunidades que uma indústria dessa poderia trazer para o mercado”, afirma Zanni.

As negociações com o governo envolvem três ministérios – Fazenda, Agricultura e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essa aproximação com o governo não é por acaso. Mesmo com o interesse, o setor privado cobra uma contrapartida que passa por vantagens fiscais e tributárias, bem como financiamentos públicos, vindos principalmente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao que tudo indica, o Brasil já tem uma certa estrutura que permite a instalação de uma indústrias de química fina no país. A principal delas é a própria Petrobras, que produz a matéria-prima necessária para abastecer a indústria, a partir da síntese do petróleo. “A Renai [Rede Nacional de Informação sobre o Investimento] está acompanhando de perto todo o processo e já analisando de onde poderiam vir os incentivos”, diz Zanni.

Esses produtos importados são aditivos, misturados às rações formuladas para alimentação animal. Entre os principais estão algumas vitaminas e aminoácidos, que são utilizados para melhorar o desempenho produtivo dos animais e considerados estratégicos pela indústria. “Até 2050 a demanda por carnes vai crescer 70% sobre o que se produz hoje. Não há como praticamente dobrar a produção sem o uso desse tipo de tecnologia para atender aos critérios sustentáveis de produção”, afirma Zanni.

Além de reduzir as importações do setor, a produção desses nutrientes no Brasil reduziria a dependência nacional dos fornecedores estrangeiros. O executivo do Sindirações lembra que no período dos jogos olímpicos de Pequim, os fornecedores chineses – que respondem por 30% do abastecimento brasileiro – simplesmente deixaram de exportar por aproximadamente seis meses, para reduzir o volume de emissões e contribuir para o controle da poluição.

“Os nutrientes são para a pecuária o que os fertilizantes são para a agricultura. Não podemos correr o risco de ficar desabastecidos”, afirma Zanni.

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