Argentina muda de postura e abranda restrição a alimento importado que façam concorrência com similares argentinos.
Recuo argentino
A polêmica ordem para a aplicação da proibição – emitida há duas semanas pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, famoso por seu estilo truculento, e que entraria em vigência dia 1 de junho – teve seu primeiro revés neste fim de semana, com a liberação de seis caminhões provenientes do Brasil carregados com milho em lata, frango e produtos elaborados com carne suína na alfândega de Paso de los Libres, na fronteira com a brasileira Uruguaiana (RS). Os caminhões ficaram três dias retidos na fronteira dos dois países.
Além de ser um sinal de apaziguamento para o Brasil – que havia indicado a possibilidade de retaliações contra a Argentina -, o leve recuo também pretende acalmar a tensão crescente com a União Europeia (UE). Na quinta-feira, a delegação da UE em Buenos Aires emitiu um protesto enfático contra a ordem verbal de Moreno. Embaixadores europeus indicaram que seus governos poderiam adotar retaliações contra produtos argentinos.
Para a União Europeia, “tais restrições, se forem concretizadas, seriam incompatíveis com as normas da OMC (Organização Mundial do Comércio) e com os compromissos assumidos pela Argentina no marco do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo).” Os governos de outros sócios do Mercosul – Paraguai e Uruguai – também protestaram contra a medida controvertida.
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