Exportadores descontentes querem estrutura tributária moderna. Para Camargo Neto, governo se movimenta lentamente.
Política cambial

O pacote de medidas elaboradas pelo Governo Federal para aumentar a competitividade do comércio exterior do País não acalmou os ânimos dos exportadores brasileiros. Pelo contrário, apenas despertou mais críticas. Produtores e exportadores consultados pela reportagem de PortoGente pedem uma urgente modernização da estrutura tributária nacional. Eles lamentam que o câmbio do País seja flutuante, ficando ao sabor do mercado.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, o governo tem se movimentado de forma insuficiente para garantir a saúde das exportações do País. “Até mesmo se o governo garantisse o reembolso imediato do total de impostos arrecadados com a exportação, não seria o suficiente para compensar a distorção cambial, resultado de um dos maiores juros reais do mundo”. Na avaliação dele, a devolução parcial de impostos arrecadados representa grande perda de oportunidade de modernização da estrutura tributária.
A criação de um dólar proveniente das exportações, a um câmbio fixo e pré-determinado, como fazem os grandes exportadores como a China, é a saída para a atual situação, opina o presidente da Brasil Fresh Produce (BFP), Luiz Roberto Barcelos. À frente da joint venture dos fruticultores, ele acredita que as medidas do Governo Federal não surtirão efeitos e seguirão penalizando os exportadores com uma política de câmbio flutuante.
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“Como o Brasil é um país eminentemente exportador, a oferta de dólar no mercado será sempre maior do que a procura pela compra de dólar. Para piorar a situação, bilhões de dólares estão vindo ao Brasil, atraídos por uma das maiores taxas do mundo”.





















