Plano para o setor portuário vai incluir a construção de portos em rios do País. Antaq faz revisão no Plano Geral de Outorgas.
Portos nos rios
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) está fazendo uma revisão no Plano Geral de Outorgas do setor portuário para incluir estudos sobre a necessidade de construção de portos em rios no interior do país. A primeira versão do plano, que foi concluída no ano passado, apontou apenas a necessidade de construção de novos portos marítimos.
Segundo o diretor geral da Antaq, Fernando Fialho, a revisão do plano deve ficar pronta em um ano. Para ele, o objetivo é aumentar o uso das hidrovias para o escoamento da produção do país. Fialho disse, também, que o uso de hidrovias no lugar das rodovias poderá reduzir o custo do transporte da produção agrícola entre 20% e 30%, além de diminuir em até 68% a emissão de gás carbônico pelo transporte rodoviário.
A Antaq já identificou nove corredores hidroviários que poderão receber novos portos: nos rios Tocantins, Rio Madeira, São Francisco, Parnaíba, Paraguai, Tietê, Paraná, Teles Pires e Tapajós e o corredor do Mercosul, que reúne os rios Jacuí e Ibicuí (RS).
Leia também no Agrimídia:
- •Renegociação de dívidas rurais: MP 1.376/26 atinge R$ 3,6 bilhões
- •Produtores enfrentam burocracia e exigências dos bancos para renegociar dívidas rurais
- •Crédito rural de R$ 65,7 bilhões amplia liquidez, mas efeito sobre margens exige detalhamento
- • Superávit do agro paulista registra US$ 13,83 bilhões de janeiro a agosto de 2026
Segundo Fialho, o governo vai identificar as áreas prioritárias. Ele destacou que a grande maioria dos investimentos virá da iniciativa privada. “Esse estudo identifica possibilidades, e aí a demanda do mercado, de empresários privados e do governo de instalar novos portos públicos é que vai definir efetivamente a implantação”, disse.
O presidente da Antaq participou nesta terça-feira (14) de um debate sobre as perspectivas do setor portuário com integrantes do Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para o presidente do conselho, José Mascarenhas, o Plano de Outorgas é um avanço para o futuro, mas antes disso é preciso melhorar a gestão dos portos que já existem, porque o transporte de cargas por meio de hidrovias é mais barato e eficiente.






















