Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,81 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,97 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,75 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,47 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,34 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.329,31 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,27 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,51 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Mercado Interno

Alta das carnes

Preço da carne bovina, suína e frango sobem e não devem baixar. Seca nos pastos e alta dos grãos no mercado mundial influenciam.

Compartilhar essa notícia
Alta das carnes

Quem diria, mas a seca na Rússia e o fato de a China voltar a comprar milho no mercado mundial são responsáveis pela inflação da carne na mesa dos brasileiros. Para o consumidor, alguns cortes de carne bovina estão 20% mais caros, em média, enquanto as carnes de frango e suíno aumentaram até 25%.

E o pior da notícia vem agora: os preços devem continuar subindo e não há previsão de eles recuarem, a não ser na próxima safra. Ou seja, somente em 2011.

A carne bovina sofre efeito da crise do setor, que abalou a produção desde o ano passado e agora há menos abate. Mas a seca no Centro-Oeste e Norte do país também contribuiu para faltar boi gordo para os frigoríficos. Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o aumento no consumo interno de carne bovina forçou a alta nos preços por causa da dificuldade de comprar boi gordo, o que aumenta o custo operacional dos frigoríficos.

Em valores nominais, o preço atual do traseiro (carne de primeira) bateu o recorde de R$ 7,50 o quilo para os frigoríficos, conforme levantamento realizado pela Scot Consultoria. Além da falta de matéria prima e o maior consumo interno, as exportações tem ajudado a escoar a produção.

A Abrafrigo não descarta novos reajustes até o final do ano, mesmo com a saída de animais de confinamento porque os preços da arroba também têm subido. Além disso, no final do ano aumenta o consumo de carne no país.

“A carne bovina deve ser mais valorizada e não há previsão dos preços baixarem a não ser na próxima safra. Suínos e frangos já subiram 25%”, alerta o secretário estadual de Agricultura, Enori Barbieri.

Segundo ele, houve redução da produção de carne bovina e, com menos produto no mercado, o preço subiu pela lei da oferta e demanda.

“O consumidor foi escolher outras carnes e puxou também o aumento do frango e do suíno. Nestes dois casos, o preço também subiu porque 75% dos animais é milho e soja das rações, e os grãos tiveram um aumento significativo no mercado mundial em função da seca na Rússia e porque a China, que não comprava no mercado mundial, importou 1,5 milhão de toneladas de milho dos EUA, desequilibrando o mercado”, explica.

Preços devem continuar subindo

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Antonio Evaldo Comune, afirma que a carne bovina deverá manter o posto de maior vilão da inflação em outubro.

Outro item que subiu bastante em setembro e deve permanecer em alta importante em outubro é o frango, segundo o coordenador do IPC. No mês passado, o item apresentou avanço de 7,02%, bem mais significativo que o de 3,40% de agosto.

Além do maior preço dos insumos, como milho e soja, o frango também teve aumento das exportações catarinenses em 2010, de 20% em relação a 2009, o que deixou menos produto no mercado interno. Para o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes de Santa Catarina (Sindicarnes/SC), Ricardo Gouveia, o aumento do preço do frango é reflexo direto da elevação do preço do milho.

“A saca de milho estava em R$ 14 e R$ 15 e agora está R$ 26”.

Maior demanda e menor abate

O preço das carnes nos supermercados tiveram altas significativas no mês passado. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o aumento de setembro sobre agosto foi de 1,53% para carne traseira e 3,9% para dianteira. Mas a elevação vem ocorrendo o ano todo.

Dados da Abras apontam que a variação em 2010, de janeiro a setembro, foi de 2,1% na dianteira e 4,4% na traseira e no acumulado de 12 meses de 5,8% e 13,9% nas carnes dianteira e traseira, respectivamente.

“Isso sem considerar a maior alta, que foi nos últimos dias, já em outubro”, explica a assessoria da Abras.

No Mercado de Carnes Kretzer, de São José, o frango subiu mais nos últimos dias, com alta de 15%, sendo que a carne bovina subiu os mesmos 15% ainda no mês passado.

“A picanha estava R$ 27,50 e passou para R$ 31,50. O coxão mole passou de R$ 12,80 para R$ 13,80”, conta o dono do açougue, Jaci Carlos Kretzer.

Nos Supermercados Giassi, a carne bovina aumentou cerca de 20% ainda em setembro. Em outubro, os preços se acomodaram, de acordo com o presidente do grupo, Zefiro Giassi. Mas ele alerta que a sua rede consegue comprar do Rio Grande do Sul, estado produtor que não sofreu tanto com a seca como o Centro-Oeste.

“Quem está comprando do Norte está pagando mais caro. No Sul, o RS ainda tem estoque de gado de pastagem gordo”.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP) informa que o volume de abate de bois pelos frigoríficos tem sido menor por causa do período de entressafra e o aumento no consumo.

“Como o volume de carne é menor e a demanda interna está aquecida, o preço disparou. Além do mais, temos que considerar que o preço da carne é sazonal. No início do mês aumenta porque o consumo também aumenta. No final do mês, cai um pouco. O que tem acontecido nestes últimos meses é que o preço da carne tem se mantido alto mesmo nos períodos sazonais de queda”,  explicam os especialistas do Cepea.

Assuntos Relacionados
bovinoscarnesfrangopreçossuinos
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 66,81
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,41
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,45
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,97
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,75
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,67
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 5,27
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,18
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,47
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 156,60
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 157,43
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,22
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 177,34
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 148,58
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 167,80
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,34
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,36
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.329,31
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.227,27
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 180,12
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 152,51
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 165,67
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 179,88
    cx

Relacionados

AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326