Produtor paulista permanece preocupado. APCS destaca que relação de troca “Suíno x Milho” mostra uma perda no poder aquisitivo do criador de 0,5 saca do cereal.
Em 90 dias, suinocultor perde meia saca de milho por arroba
Em nota divulgada ontem pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o presidente da entidade, Valdomiro Ferreira Junior, demonstra preocupação com o custo de produção do suíno vivo no Estado de São Paulo.
Analisando a forte alta registrada pelo milho, Ferreira destaca que há noventa dias, no inicio de agosto de 2010, o criador de suínos estava vendendo no patamar de R$ 51,00 a arroba, contra uma saca de milho, de 60 quilos, em torno de R$ 18,50. “Desta forma a relação de troca era de 2,76: 1. Uma arroba suína comprava 2,76 sacas de milho”.
Atualmente, segundo o presidente da APCS, a situação é outra, apesar das altas no preço do suíno vivo. Ferreira confirma negócios efetuados entre R$ 65,00 a R$ 67,00 a arroba, contra um preço da saca de milho em torno de R$ 29,00. “Ou seja, temos uma relação de troca de 2,27:1, o que demonstra uma perda no poder aquisitivo do criador de 0,5 saca de milho”, explica. “Já estamos abaixo da relação histórica entre suíno e milho, apesar de estarmos no auge dos preços nominais tanto do suíno quanto do milho. O mercado em comportamento de perda de parâmetros”, disse Ferreira. As informações são da APCS.
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