Fundos de países emergentes têm captação recorde de US$ 84 bilhões neste ano, informa a EPFR Global.
Recursos de emergentes em alta

O aumento das incertezas com relação à capacidade de financiamento dos países europeus e as tensões entre Coreia do Norte e Coreia do Sul não inibiram o fluxo de recursos para os países emergentes na semana encerrada no dia 24 de novembro.
Segundo a EPFR Global, todas as carteiras de ações com foco nesses mercados levantaram US$ 2,4 bilhões. Com isso, o saldo acumulado no ano subiu a US$ 84,3 bilhões, superando, assim, os US$ 83,3 bilhões de 2009 e marcando novo recorde.
Ainda de acordo com a consultoria, todas as quatro grandes categorias emergentes fecharam a semana com saldo positivo, variando de US$ 145 milhões a US$ 1,59 bilhão. Em todos os casos, a preferência foi por exposição a regiões e não a determinados países.
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Lembrando que os principais grupos são Fundos de Ações da América Latina, Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês), Fundos de Ações da Ásia e Emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês).
O destaque no período ficou com os Fundos de Ações da Ásia, onde a China concentrou o recebimento de recursos. No entanto, há uma ressalva. Como o aumento das tensões entre as Coreias aconteceu no fim do período e aquisição de dados, os números ainda não refletem o episódio por completo.
No cômputo geral – considerando emergentes e desenvolvidos –, os fundos de ações acompanhados pela consultoria levantaram US$ 4 bilhões na semana encerrada no dia 24 de novembro. Cabe ressaltar que todos os fundos acompanhados têm capital de US$ 3,7 trilhões.
Os Fundos de Bônus perderam US$ 735 milhões, reflexo dos saques na categoria Fundos de Bônus dos Estados Unidos. Os “money market funds”, de baixo risco e retorno, captaram US$ 13 bilhões na semana.
Mudando o foco para os países desenvolvidos, a proximidade com o feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA reduziu a movimentação dos gestores. Os Fundos de Ações dos Estados Unidos levantaram apenas US$ 600 milhões na semana.
Os Fundos de Ações do Japão perderam dinheiro mesmo com o iene caindo ante o dólar, o que melhora a perspectiva para os exportadores do país.
Dentro dos Fundos de Ações da Europa, as carteiras regionais perderam dinheiro, mas os veículos com foco em mercados específicos – como aqueles voltados à Alemanha, Suíça e Suécia – ganharam dinheiro novo.
Encerrando com os fundos setoriais, apesar da valorização global do dólar no período, as carteiras de Commodities e Energia levantaram dinheiro na semana. A consultoria chama atenção para o grupo Commodities, que já ganhou US$ 23 bilhões no ano.
Os outros grupos que ganharam dinheiro foram: Bens de Consumo, Tecnologia, Saúde/Biotecnologia e Telecom. Na ponta contrária, apareceram os setoriais de Finanças e Imóveis/Construção.























