País precisa de outros 40 milhões de hectares fora de suas fronteiras para se abastecer.
China admite dependência das importações

Representantes do Conselho de Estado da China consideram que o aumento da produção de grãos do país nos próximos sete anos pode não ser sustentável. Conforme artigo publicado pelo vice-diretor do gabinete agrícola, Chen Xiwen, uma parte expressiva da produção de cereais na China está ocorrendo na região norte do país, uma das áreas onde a escassez de água é mais aguda em todo o território.
O consumo de produtos agrícolas na China tem superado a produção, tanto que as importações de soja continuam a crescer, assim como as aquisições de óleos vegetais, disse Chen em seu artigo. Utilizando a oferta doméstica, a China mantém apenas um “equilíbrio apertado” no arroz, basicamente “satisfaz” sua necessidade por milho e gera um pequeno excedente de trigo, diz o dirigente chinês.
O volume de produtos agrícolas importados pela China demanda mais de 40 milhões de hectares em terras agrícolas no exterior, que o país não possui. É essa dependência das importações que tem dificultado o controle interno dos preços dos alimentos, segundo Chen. A produção deste ano deve aumentar em 10 milhões de toneladas em relação às 540 milhões de toneladas do ano passado.
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