Corrida por adubos no mundo aumentou e os preços internacionais do insumo cresceu.
Fertilizantes em recuperação
Não é apenas no Brasil que a demanda por fertilizantes está aquecida. Depois dos graves problemas nas colheitas de países do Hemisfério Norte em 2010 – notadamente na Rússia – e a decorrente disparada das cotações de commodities agrícolas como milho, trigo e soja, a corrida por adubos aumentou e os preços internacionais do insumo, que também são diretamente influenciados pelas oscilações do petróleo, cresceu.
Segundo David Roquete Filho, diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), trata-se de uma recuperação, uma vez que após as máximas de meados de 2008 os preços despencaram. Como o Brasil depende de importações, normalmente as cotações domésticas acompanham as curvas internacionais.
No caso da ureia, fertilizante nitrogenado vital nas principais formulações de produtos finais, Roquete Filho diz que a tonelada está em US$ 390, 37% mais que em fevereiro de 2010, mas 55% abaixo de agosto de 2008. O cloreto de potássio sai hoje por US$ 460 por tonelada, ante US$ 400 em fevereiro de 2010 e US$ 870 em agosto de 2008. Semelhantes variações em “V” são observadas para fertilizantes intermediários e sulfato de amônio, entre outras matérias-primas.
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