Itens impulsionaram inflação no mês de novembro. Índice acumula alta de 5,52% no ano, segundo a FGV.
Carne e energia mais caras
Os aumentos no preço da carne bovina e na tarifa de eletricidade residencial ajudaram a impulsionar a inflação no mês de novembro. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador atingiu 0,53% na última semana do mês — alta de 0,1 ponto percentual sobre a semana anterior. Com o resultado, o índice acumula alta de 5,52%, no ano, e de 6,29%, nos últimos 12 meses.
Todas as sete classes de despesa componentes do índice de inflação apresentaram crescimento em suas taxas de variação, sendo que as principais contribuições partiram dos grupos Alimentação (de 0,62% para 0,78%), com destaque para carnes bovinas (de 2,25% para 3,20%), e Habitação (de 0,46% para 0,52%), com destaque para a tarifa de eletricidade residencial (de 1,03% para 1,35%).
Também registraram elevação na medição os grupos Despesas Diversas (de 0,18% para 0,41%), Vestuário (de 0,71% para 0,87%), Transportes (de -0,03% para 0,08%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,37% para 0,43%) Educação, Leitura e Recreação (de 0,38% para 0,39%).
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Entre os produtos analisados pela Fundação Getulio Vargas, as mais expressivas elevações de preços na última quadrissemana de novembro foram encontradas em tomate (16,21%); na tarifa de eletricidade residencial (1,35%); e no mamão papaya (19,10%). Já as mais expressivas quedas de valores para o consumidor foram registradas no leite tipo longa vida (-3 79%); alho (-11,49%); e pimentão (-13,26%).























