Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,94 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,61 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,45 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,00 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.453,63 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,88 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Falta de Políticas Públicas Coloca em Risco Produção Animal

As cotações do principal ingrediente das rações de aves e suínos dispararam

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Falta de Políticas Públicas Coloca em Risco Produção Animal

As cotações do principal ingrediente das rações de aves e suínos dispararam. Em dezembro o preço do milho subiu 10% e fechou o ano com aumento de 32,2%. Apenas nos doze primeiros dias do ano as cotações do índice ESALQ/BM&FBovespa subiram 13,33%, com a saca de milho chegando a R$ 41,74 neste início de janeiro contra R$ 27,62 em janeiro do ano passado, ou seja, 51,12% de aumento. O preço para entrega imediata no Porto de Paranaguá (PR) saiu de R$ 36,50 para R$ 44,00 em apenas 30 dias, acréscimo de 20,5%. O cenário é particularmente preocupante para as cadeias de produção de aves e suínos. No caso da suinocultura o momento presente remete à crise de 2012, em que os preços do suíno vivo iniciaram o ano em queda enquanto os preços do milho e do farelo de soja disparavam.

De acordo com as previsões divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda na primeira safra de milho será de 7,7%, com colheita estimada em 27,8 milhões de toneladas. Apenas para produção de ração, o Brasil consome mais de 40 milhões de toneladas. Dessa forma, o milho da primeira safra vai ser altamente disputado entre os consumidores domésticos e os compradores internacionais. A produção total de milho em 2016 vai ser 2,8% menor que a safra anterior, com 82,32 milhões de toneladas neste ano contra 84,6 milhões de toneladas em 2015. No entanto, esse número ainda pode sofrer alterações já que em muitas regiões o atraso do plantio da soja vai afetar a segunda safra de milho, que responde hoje por mais de 65% da produção total.

Nos últimos 10 anos o Brasil aumentou consideravelmente tanto o consumo interno quanto a exportação do cereal. No entanto, não foram desenvolvidas novas políticas públicas para o enfretamento de situações onde o aumento demasiado das vendas externas e a queda na produção colocassem as cotações do milho em movimento de especulação. Nesta situação, os pequenos produtores e os produtores independentes ficam expostos ao desabastecimento e aos preços exorbitantes, colocando em risco milhares de suinocultores em todo o Brasil. Assim como na crise de 2012, os estoques governamentais estão baixos e localizados distantes dos principais centros de produção. Também agora como antes o governo ainda não se mexeu para operacionalizar políticas de transferência do grão das regiões de produção para as regiões de consumo.

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