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A Doença de Glässer e o Impacto na Suinocultura – por Dr. Ricardo Lippke

Dr. Ricardo Lippke é Supervisor Técnico da Boehringer Ingelheim

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A Doença de Glässer e o Impacto na Suinocultura – por Dr. Ricardo Lippke

Um problema muito comum na suinocultura é a perda de produtividade por conta de epidemias de doenças. A Doença de Glässer, causada pela bactéria Haemophilus parasuis (HPS), é uma delas.

Descoberta em 1910, a bactéria está presente no trato respiratório do suíno, habitando o corneto nasal, tonsila, traqueia e pulmão e provoca alta mortalidade em leitões principalmente no período de creche. No entanto, na maioria dos animais a bactéria não causa a doença clínica e se apresenta na forma endêmica, todavia se houverem fatores de risco como alta amplitude térmica diária, superlotação e a presença de agentes primários como o vírus da influenza a forma clínica será predominante.

Existem diversos sorotipos – diferentes variações da mesma bactéria – que indicam a virulência, ou seja, o nível de agressividade da doença. O HPS apresenta 15 sorotipos identificados e, ainda assim, 30% dos isoladas não possuem classificação, ou seja, são não sorotipáveis. Os mais prevalentes são o sorotipo 5 (altamente virulento), 4 e 2 (moderadamente virulento). É possível que existam casos em uma mesma granja ou em um mesmo animal onde sejam encontrados até três sorotipos diferentes.

O principal meio de transmissão dessa bactéria é o contato animal com animal, sendo baixa a sua transmissão pelo ar. Existe a transmissão horizontal, entre os suínos no mesmo ambiente de granja (principalmente nos casos de mistura de leitões de diversas origens diferentes), ou vertical, da matriz para o leitão. A doença é mais frequente entre a 5ª a 8ª semana de vida do leitão.

Os sinais clínicos mais frequentes são febre alta, dor e inchaço nas articulações (FIGURA 1), redução do consumo de ração e relutância em se levantar. Suínos doentes apresentam perda de peso que afeta a produtividade do animal, conhecida como refugagem (FIGURA 2). Fatores de risco como exposição do animal a situações de estresse, baixa imunidade e amplitude térmica podem aumentar as chances do surgimento da doença clínica. A redução de fatores de risco pode, muitas vezes, estar fora do alcance do produtor. Assim, a vacinação se torna uma das melhores alternativas já que permite que o produtor se antecipe e proteja seus animais.

O protocolo de vacinação irá depender do momento que ocorre a manifestação clínica da Doença de Glässer:  

– Vacinação de matrizes, que é realizada ao redor de 90 dias de gestação para que no parto ela esteja com o pico máximo de anticorpos e esses sejam transferidos pelo colostro para os leitões. Se houver a ingestão adequada de colostro, essa imunidade passiva pode durar em média 40 dias de vida do leitão.

– Vacinação dos leitões, é realizada entre 21 e 28 dias de vida (desmame). Tem o objetivo de produzir a imunidade ativa e prevenir a Doença de Glässer em rebanhos que apresentam manifestações clínicas após os 40 dias de vida.

Além disso, a vacinação de leitoas de reposição é de grande importância, pois essa categoria de animal pode ser um amplificador do problema na granja durante a sua aclimatação. O protocolo mais utilizado é a vacinação logo após a chegada desses animais na granja.

Assim, a melhor forma de evitar a refugagem e garantir a melhor produtividade nas granjas é utilizar as estratégias de prevenção e controle como redução de fatores de risco e vacinação das matrizes, leitões e leitoas de reposição. Dessa forma, os produtores mantêm a saúde e bem-estar dos seus animais e conseguem diminuir o impacto que a Doença de Glässer causa em seus rebanhos.

FIGURA 1 - Leitão com inchaço nas articulações, possivelmente  causada pela Haemophylus pararsuis:

FIGURA 2 - Leitões com diferentes graus de refugagem causados pela Doença de Glasser

* Dr. Ricardo Lippke é Supervisor Técnico da Boehringer Ingelheim

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