Soja em leve alta em Chicago com olhar na trégua EUA-China; trigo sobe com preocupações na Rússia

As negociações em torno de uma possível pausa nas tarifas comerciais entre Estados Unidos e China continuam a influenciar o mercado da soja, embora seu impacto seja atenuado pelas perspectivas positivas para a safra americana. Nesta quarta-feira (14/05), os contratos futuros da soja com vencimento em julho registraram uma alta modesta de 0,49% na bolsa de Chicago, fechando a US$ 10,7775 por bushel.
Ismael Menezes, sócio da MD Commodities, pondera que a atual situação representa uma trégua tarifária e não um acordo comercial completo, cuja concretização pode ser um processo demorado. Essa distinção explica a reação contida do mercado. Segundo o analista, somente a formalização de um acordo comercial, com as obrigações de ambas as partes definidas, poderá impulsionar altas mais significativas nos preços da soja em Chicago.
Enquanto isso, Menezes ressalta que os fundamentos de mercado devem prevalecer, e o clima favorável para o desenvolvimento da safra americana continua a ser o principal fator a ditar as negociações da soja na bolsa.
Leia também no Agrimídia:
- •Análise: Influenza aviária se torna uma preocupação na europa e já afeta milhões de aves
- •Polônia registra avanço do H5N1 trazendo impacto na produção avícola do país
- •Sustentabilidade na Suinocultura: setor britânico reduz emissões e define agenda ambiental até 2030
- •Inspeção no descarregamento pode elevar padrões em frigoríficos, aponta estudo sobre bem-estar animal na suinocultura europeia
Trigo:
O preço do trigo avançou na bolsa de Chicago, impulsionado por condições climáticas adversas que afetam as lavouras na Rússia, o maior exportador mundial do cereal. Os contratos futuros com vencimento em julho subiram 1,45%, fechando a US$ 5,2475 por bushel.
Andrey Sizov, analista da consultoria russa SovEcon, informou que importantes regiões produtoras da Rússia têm enfrentado geadas recentes. O clima adverso pode se tornar um fator crucial para o rendimento das lavouras no país, conforme destaca Sizov.
Em sua análise na rede social X, Sizov comentou que muitos analistas, incluindo o USDA, podem estar excessivamente otimistas em relação à nova safra de trigo russa. Ele aponta que, apesar de algumas melhorias recentes, quase todas as regiões produtoras de trigo de inverno ainda enfrentam escassez de umidade.
Milho:
Em um cenário de pressão de baixa decorrente do rápido avanço do plantio de milho nos Estados Unidos, o preço do cereal apresentou alta em Chicago, influenciado por ajustes técnicos. Os contratos futuros com vencimento em julho fecharam com um aumento de 0,68%, atingindo US$ 4,4550 por bushel.
Ismael Menezes, da MD Commodities, avalia que o plantio adiantado nos EUA e as previsões de clima favorável para a safra no país devem manter as cotações do milho em um canal de baixa.





















