Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,36 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,88 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,97 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,36 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,96 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,28 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,63 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,62 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,62 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.356,88 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.299,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 154,29 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 175,60 / cx
Destaque Todas Páginas

Com os dias contados

Os desafios da competição entre energia e alimentos foi o mote da palestra de André Nassar, diretor geral do Instituto Icone, no 8o Seminário Internacional de Suinocultura.

Compartilhar essa notícia

Redação SI (28/08/2008) – A competição entre alimentos e biocombustíveis é passageira. Em médio prazo, a pressão que a produção de energia limpa exerce sobre os preços dos alimentos tende a desaparecer.

Isso não significa, no entanto, que os preços agrícolas vão cair nos próximos anos. Eles atingiram um novo patamar e devem permanecer elevados por conta do aumento dos custos de produção, sobretudo dos fertilizantes.

De agora em diante, os preços das commodities agrícolas passam a acompanhar a cotação do petróleo. A conexão entre ambos os mercados é cada vez mais estreita e deve se intensificar nos próximos anos. “A forte conexão entre a produção agrícola e o preço do petróleo alçou os preços dos grãos a um novo patamar. Com os custos de energia em alta a tendência é que os preços agrícolas mantenham-se firmes por um bom tempo”, afirma André Nassar, diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone).

Demanda forte – De acordo com Nassar, tanto a oferta de etanol de milho nos EUA quanto a de biodiesel na Europa estão no limite. O impacto destes dois biocombustíveis na formação dos preços dos alimentos deve inibir o aumento de sua produção. “O programa de etanol dos EUA chegou ao seu teto e não deve haver aumento da demanda de milho para produção de biocombustível”, pondera.

O programa europeu de biodiesel também está no seu limite, afirma o especialista. “Os europeus estão começando a se dar conta de que seu modelo não é sustentável economicamente. Então eles não vão deixar a mistura de biodiesel aumentar, basicamente para não puxar ainda mais os preços agrícolas para cima”, afirma.

O fato é que tanto na Europa quanto nos EUA a demanda por combustíveis limpos é crescente. Na União Européia, embora o uso de matérias-primas pouco eficientes, não sustentáveis e competidoras com os alimentos seja alvo de severas críticas, ainda é crescente a demanda por óleos vegetais para biodiesel.

No continente as taxas de importação em vigor favorecem a importação de oleaginosas e inibem a de etanol. Segundo Nassar, a questão que se impõe no caso europeu é se o etanol vai ganhar importância num mercado cuja frota de carros é voltada para o uso do diesel.

Os EUA vivem situação é semelhante. Para se ter uma idéia, há dois anos a produção americana de milho para etanol foi de 54 milhões de toneladas. Já em 2007, esse número saltou para 79 milhões e, para este ano, a previsão é de um cultivo de 102 milhões de toneladas para esta finalidade. Nos EUA, as importações de etanol ainda são marginais por conta de tarifas muito elevadas. “A questão central aqui é: os americanos vão reduzir a tarifa de importação do etanol para conter os altos preços dos grãos?”, indaga Nassar. Segundo ele, a cotação do milho no mercado mundial vai depender da tarifa imposta pelos EUA à importação de etanol. Se o governo americano reduzir o imposto, o preço do cereal cai. Caso contrário, não.

Para o diretor do Icone, o Brasil reúne todas as condições para tornar-se um fornecedor mundial de etanol. “Para tanto, porém, o Brasil terá que comprovar no mercado internacional a sustentabilidade ambiental e social de seu etanol”, afirma Nassar.

Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 65,36
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,88
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,14
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,71
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,52
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,80
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,97
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,08
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,36
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 155,96
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 162,94
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,02
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 181,28
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 146,63
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,62
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,61
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,62
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.356,88
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.299,34
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 181,05
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 154,29
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 159,08
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 175,60
    cx

Relacionados

AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326