Os efeitos da estiagem na América do Sul seguem a impulsionar os preços da soja na bolsa de Chicago.
“Embalada” pelo La Niña, soja sobe 24% em 3 meses

Os efeitos da estiagem na América do Sul seguem a impulsionar os preços da soja na bolsa de Chicago. Na semana passada, os contratos para maio subiram 3,21%, para US$ 13,8075 por bushel, maior valor de fechamento em seis meses. Desde a segunda quinzena de dezembro, quando as preocupações com o clima no Brasil e na Argentina ganharam força, a commodity já subiu 23,6%, segundo o Valor Data. Em comparação, no mesmo período, milho e trigo subiram 12,79% e 13,63%, respectivamente.
Até o momento, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já reduziu em 13 milhões de toneladas sua estimativa para a produção sul-americana, castigada pelo fenômeno La Niña. Estimativas privadas sugerem que a quebra da safra pode ser ainda maior. Com a queda da oferta na região, a China tende a ampliar suas importações junto aos Estados Unidos, o que coloca ainda mais pressão sobre os já baixos estoques naquele país.
Com o salto nos preços, o mercado tenta “convencer” os agricultores americanos a plantar mais soja na safra 2012/13, que será cultivada ao longo dos próximos meses. Mas analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires na semana passada ponderaram que o clima quente e seco no Meio-Oeste americano pode favorecer um plantio extra de milho, resultado em uma área ainda menor para a soja.
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