Animal bem tratado rende carne saborosa, diz departamento de ciência e tecnologia de alimentos e zootecnia da UEL.
Bem-estar gera qualidade
A preocupação com o bem estar animal é uma tendência mundial e desperta o interesse de pesquisadores e produtores em todo o mundo. O tratamento dado aos animais resulta em produto diferenciado e é determinante na aceitação e no preço pago pelos países importadores.
Esta é uma das linhas de pesquisa do departamento de ciência e tecnologia de alimentos e zootecnia da UEL. Os pesquisadores comprovam a relação entre as condições de criação e transporte dos animais e a qualidade da carne. “A variação das cores da carne mostra como a ave foi tratada”, atesta Massami Shimokomaki, do departamento de Tecnologia de Alimentos.
Segundo ele, a coloração amarelada e branca demonstra que os animais não receberam tratamento adequado e a carne não terá boa textura e suculência. “O filé de peito será seco”, exemplifica. O pesquisador afirma que as aves com essas características provavelmente sofreram, no transporte até o frigorífico, estresse térmico, o tempo de jejum foi inadequado e não foram acomodadas apropriadamente no caminhão.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de ovos do RS crescem mais de 30% no quadrimestre e ganham espaço no mercado externo
- •Pará intensifica inquérito sanitário para peste suína clássica em três regiões do Estado
- •Cepea: exportações de carne suína somam 138,3 mil toneladas e batem recorde em abril
- •Evento do CBNA aponta lacunas em pesquisas e cobra avanços na nutrição animal no Brasil
Shimokomaki explica que a exposição a temperaturas altas provoca a diminuição do PH e os músculos perdem a função de reter água. Já o PH alto posibilita a retenção de água, o que resulta em carne com a aparência mais avermelhada e mais saborosa. Segundo o pesquisador, o Brasil perde por ano US$ 30 milhões por não produzir carne de frango com as características que atendam as exigências do mercado externo.























