Em busca de reposição salarial, ferroviários da ALL ameaçam com greve para o final deste mês .
Greve nos trens
Pelo menos 2 mil ferroviários da América Latina Logística (ALL) prometem entrar em greve no próximo dia 31 de agosto. Segundo os sindicatos envolvidos, a decisão se deve a negociações frustradas para reposição salarial. A ALL afirma, no entanto, que as negociações ainda estão em andamento e que a empresa aguarda uma contra-proposta dos sindicatos.
Participam da chamada de paralisação sindicatos das ferrovias das zonas Mogiana, Araraquerense, Bauru, Botucatu, Sorocaba, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que integram as malhas Norte, Oeste e Paulista da companhia.
As reivindicações envolvem a recomposição salarial referente ao INPC de 2008 (6,48%) e diminuição da jornada de trabalho, das atuais 44 horas semanais para 36 horas, ou pagamento adicional integral pelas duas horas a mais trabalhadas por dia.
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De acordo com Francisco Aparecido Felício, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas, as negociações com a empresa ocorrem desde o início do mês e no dia 14 os sindicatos notificaram a empresa sobre a decisão de greve, por não concordarem com as condições colocadas pela companhia.
A ALL não informou o conteúdo de sua proposta, mas, segundo Felício, a empresa concordou em repor o INPC de forma não linear, o que significaria ajustes diferenciados por faixa salarial. “Nesse caso, quem ganha mais de R$ 2 mil não receberia reajuste”, diz, lembrando que a data base da categoria é janeiro.
A ALL diz que foram concluídas as negociações coletivas de seus funcionários dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que reúnem mais de 50% do postos de trabalho da empresa. Na opinião da ALL, isso demonstra que “a proposta atende aos reais interesses da categoria”.
No que diz respeito à jornada adicional de trabalho, o sindicato paulista afirma que a empresa ofereceu um valor adicional de 28 , com aplicações graduais, sendo 14% a partir de julho, 4% a partir de janeiro de 2010 e 10% a partir de janeiro de 2011. “Isso seria um prejuízo muito grande”, reitera Felício.
Segundo o sindicalista, desde dezembro do ano passado os 2 mil funcionários das regiões em questão estão insatisfeitos, mas vinham adiando pressões tendo em vista as queixas da companhia em relação aos efeitos da crise.
Citando o aumento do lucro da empresa em 2008, entretanto, Felício avalia que a empresa está sendo injusta com os funcionários. No primeiro trimestre deste ano. a empresa registrou prejuízo de R$ 22,6 milhões, já no período de abril a junho, a empresa teve lucro R$ 60,1 milhões, montante 34,4% inferior ao auferido no segundo trimestre de 2008.






















