Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PRR$ 133,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 140,58 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,40 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,98 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,46 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 135,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 145,80 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 148,38 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,05 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 141,08 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.403,33 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.307,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 147,15 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 134,08 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 140,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 152,89 / cx
Destaque Todas Páginas
Comentário

Acelerar as reformas

Por José Zeferino Pedroso, 

Acelerar as reformas

O vasto e multifacetado universo do agronegócio chega ao fim de 2018 vergastado pelas dificuldades que marcaram o cenário deste ano.  O desemprego, a queda de renda da população, o baixo consumo das famílias, a elevação de custos dos insumos e a greve dos caminhoneiros formaram um conjunto de percalços cujos efeitos impactaram todos os segmentos da economia. Da mesma forma, os exagerados efeitos midíaticos das operações Carne Fraca e Trapaça devastaram injustamente a reputação de importantes empresas (tema que abordarei futuramente). O setor de alimentos – geralmente o último a sentir os efeitos da crise – não ficou incólume. Produtores e empresários rurais, agroindústrias e indústrias fornecedoras de insumos ao agro – praticamente todos os agentes econômicos fecharão o ano em vermelho.

É verdade que as eleições e a promessa de mudanças e transformações trouxeram um novo ânimo ao mercado – e aí reside a essência e a beleza da Democracia. Mas também é verdade que, nesse momento, não se manifestou ainda, concretamente, no mercado, qualquer sinal de melhora. As vendas da indústria de alimentos para o Natal, historicamente contratadas em outubro e até a primeira quinzena de novembro, decepcionaram.

Esse quadro de dificuldades não turva a previsão e a sensação de otimismo para o próximo ano. Empresários, trabalhadores e empreendedores esperam um novo cenário. Porém, há um forte consenso de que o novo Governo deve utilizar seu imenso capital político para apresentar de imediato um corajoso programa de reformas. Não será fácil, porque o tamanho do desafio fiscal do novo governo é enorme, especialmente porque, nos últimos três governos, a responsabilidade fiscal foi abandonada.

Somente um programa crível de ajustes viabilizará o crescimento da economia brasileira. Inescapavelmente, o primeiro e mais vigoroso movimento deve se dar na reforma da Previdência, mas, para equilibrar as contas públicas são necessárias medidas como a contenção de outras despesas, a redução do tamanho da administração pública, o corte de privilégios. Problema: o orçamento federal é super engessado e o governo consegue dispor de apenas 10% dos gastos não-financeiros.

A sociedade e o mercado esperam que, além das reformas, as políticas de ação do novo Governo marquem o fim de um ciclo de forte intervencionismo do Estado que se manifesta desde a democratização.

As formas mais eficazes para estimular a economia são os investimentos em infraestrutura (com um programa ambicioso em rodovias, ferrovias, hidrovias e geração de energia elétrica) e os estímulos às exportações. Aqui, mais uma vez, haverá a contribuição da agricultura e do agronegócio, com a capacidade já demonstrada, de oferecer um superávit de 100 bilhões de dólares/ano mediante a exportação de grãos, carnes, frutas, lácteos etc.

O Brasil tem pressa. É preciso acelerar as mudanças para recuperar o tempo perdido nesses quatro anos de crise. A agricultura fará mais uma vez a sua parte. Da futura Administração se espera responsabilidade fiscal, reformas profundas, adoção de princípios de meritocracia, com mais mercado e menos intervenção estatal.

Assuntos Relacionados comentario
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 64,87
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 133,94
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 140,58
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,40
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,20
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,85
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,98
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,00
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 134,46
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 135,49
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 145,80
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 148,38
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 128,05
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 141,08
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,32
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,34
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.403,33
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.307,53
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 147,15
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 134,08
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 140,92
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 152,89
    cx

Relacionados

AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342