Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,60 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,60 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,50 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,68 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 140,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 153,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 155,57 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 143,13 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,06 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,08 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,21 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.476,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 138,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,69 / cx
Santa Catarina

Estado teme possível escassez de milho em 2020

A insuficiência de milho será decorrência de fatores naturais e econômicos, avalia a Faesc

Estado teme possível escassez de milho em 2020

 É grande a probabilidade de ocorrer, novamente, escassez de milho no mercado interno brasileiro em 2020 com sérios prejuízos para as cadeias produtivas de aves e suínos e para o parque agroindustrial, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). 

Conforme a entidade, a insuficiência de milho será decorrência de fatores naturais (seca, queimadas, atraso no plantio e redução de área cultivada) e econômicos (aumento das exportações do grão em face da situação cambial favorável).

O cenário foi analisado pelo vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, ex-secretário de Estado da Agricultura e ex-presidente da Cidasc. Ele observou que o Brasil vai alcançar uma safra recorde que deve atingir 101 milhões de toneladas. Desse volume, 60 milhões de toneladas ficarão para consumo interno e outros 40 milhões de toneladas serão exportadas. Até agora já foram embarcadas 27 milhões e outros 13 milhões serão  oportunamente exportados.

“A situação cambial estimula a exportação e o País deve exportar 40 milhões de toneladas”, destacou o dirigente. A exportação vai enxugar o mercado interno e, portanto, o milho-grão ficará mais escasso e mais caro. E ele cita outro detalhe: 5 milhões de toneladas serão transformados em etanol de milho no centro oeste do Brasil, o que reduzirá ainda mais a disponibilidade do grão no próximo ano.

O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo – que também é  vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) –, levará o assunto a Brasília e alertará o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Barbieri assinalou que a redução no plantio em Santa Catarina e no Brasil está claramente detectada pela Faesc. Ele acredita que “faltou visão e planejamento ao Ministério da Agricultura”. A acrescenta: “A situação será difícil em 2020 e já deve faltar milho no primeiro semestre. O cenário é preocupante porque, da demanda total, 96% destinam-se à nutrição animal, principalmente dos plantéis de aves e suínos.”

Vulnerabilidade

O Brasil iniciará 2020 muito vulnerável, com estoque baixos e totalmente dependente do clima. Como o preço de mercado nunca esteve abaixo do preço mínimo, o governo não se preocupou em fazer estoques. A saída será buscar milho no mercado internacional. Nesse caso, agroindústria e produtores pagarão pelo elevado custo de internação/interiorização do produto no  país em razão das deficiências logísticas – más condições das rodovias, ferrovias, portos e terminais. 

A preocupação da Faesc é coerente com a previsão para Santa Catarina que o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) divulgou nesta semana. Ela indica que o milho-grão total (primeira e segunda safras) vai enfrentar queda de 1,07% na área plantada, de 3,16% do volume produzido e de 2,12% na produtividade em relação à safra anterior. Essa é uma tendência nacional.

Em Santa Catarina, o déficit de milho – cerca de 3,3 milhões de toneladas a cada ano –  é suprido pelas importações interestaduais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, além das importações da Argentina e Paraguai. A soja é a principal concorrente em área com o milho no Estado. A constante valorização do preço da soja e a forte oscilação nos preços do milho estimularam a conversão das áreas de milho para o plantio da soja, principalmente nas regiões oeste e meio-oeste. Desde 2012/2013 a área destinada às lavouras de milho-grão reduziu-se em mais de 150 mil hectares. Por outro lado, o crescimento da área cultivada para a produção de milho-silagem é outro fator que reduz a oferta de milho-grão para a suinocultura e a avicultura.

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