Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,94 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,61 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,45 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,00 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.453,63 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,88 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Expansão

Bayer quadruplica alcance de programa de carbono e envolve Mosaic

Na mesma linha, a Bayer negocia a integração de seguradoras ao PRO Carbono

Bayer quadruplica alcance de programa de carbono e envolve Mosaic

O programa PRO Carbono, da multinacional Bayer, será expandido em mais de quatro vezes na safra 2021/22, alcançando cerca de 1.800 produtores brasileiros e buscando incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis, ao mesmo tempo em que pode ajudar o agricultor em futuras negociações de créditos de carbono.

A agricultura –considerada um importante vetor de emissões na atmosfera– pode também sequestrar de 1,5 a 2 toneladas de carbono por hectare, dependendo das práticas utilizadas, disse à Reuters o diretor do negócio de Carbono da Bayer para a América Latina, Fábio Passos.

Mas o problema, segundo ele, é que ainda faltam modelos científicos que validem como isso funciona, especialmente na agricultura tropical do Brasil –uma situação que o programa PRO Carbono quer ajudar a amenizar.

Enquanto esse processo –cuja comprovação pode levar cerca de três anos e inclui análises criteriosas de solo– é desenvolvido, o programa bancado pela Bayer incentiva produtores de grãos e oleaginosas a melhorar suas práticas agrícolas para obter maiores produtividades e renda.

“Estamos entendendo que o crédito de carbono é o final, é a consequência, não é a causa. Então começamos a atuar para que o agricultor tenha mais práticas sustentáveis e produza mais; esse é o agricultor que vai ter perfil de solo melhor para sequestrar esse carbono”, afirmou o executivo da gigante do setor de agroquímicos, antecipando dados da segunda fase do programa.

O processo de assistência técnica aos produtores tem a participação da Embrapa, universidades como a Esalq/USP, 70 consultorias e startups.

Além disto, o programa acaba de ganhar um parceiro de peso, a produtora de fertilizantes Mosaic, uma vez que o uso otimizado de adubos é uma das recomendações previstas nas melhores práticas de manejo, revelou o executivo da Bayer.

Além dos conhecimentos técnicos da UniMosaic, por meio de cursos, os agricultores participantes também deverão ter acesso a soluções de financiamento com condições mais vantajosas. O Itaú BBA também participa do programa.

Na mesma linha, a Bayer negocia a integração de seguradoras ao PRO Carbono.

“A parte importante é: precisamos valorizar o agricultor antes do carbono; (ele) vai produzir mais com mais sustentabilidade, produzindo mais com menos risco. Para isso, conectamos ele com banco, seguradora e empresa de fertilizante, para ele ter benefícios de curto prazo…”, disse o executivo.

Passos disse que, uma vez que todas as aferições no solo relativas ao carbono sejam comprovadas, aí o agricultor poderá ter, no longo prazo, também acesso ao mercado de créditos.

“Este modelo gera 10% a mais de produtividade e 6% a mais na rentabilidade… Então não é só o carbono que estamos discutindo”, disse, chamando a atenção aos benefícios de curto prazo.

O executivo disse que não ter como precisar o investimento no projeto.

Avanço na argentina

O PRO Carbono, desenvolvido em dez países atualmente, começou no ano passado no Brasil e nos Estados Unidos, e está sendo expandido na safra atual para a Argentina, disse o executivo.

Mas é no Brasil que ele reunirá o maior número de participantes. No momento, o projeto prevê assistência técnica e monitoramento de solo em 670 municípios de 16 Estados.

O programa envolverá mais de 215 mil hectares no Brasil, sendo que cada propriedade poderá participar com apenas um talhão.

Nos EUA, o PRO Carbono reúne 600 agricultores, e na Argentina ele iniciará com cerca de 140 produtores rurais.

Os agricultores estão dentro do chamado escopo 3 de emissões de gases do efeito estufa da Bayer e de outras empresas da cadeia alimentar. A companhia tem compromisso global de reduzir em 30% as emissões até 2030, e de apoiar 100 milhões de agricultores por meio de parcerias e inovações.

 

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