O presidente da Embrapa admitiu que houve “tentativas de influência política” na escolha dos nomes
Diretoria da Embrapa é definida
O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, admitiu ao Valor, ainda que as tenha minimizado, que houve “tentativas de influência política” na escolha dos nomes que ocuparão as três diretorias da estatal que ficaram vagas por mais de dois meses. O presidente Michel Temer confirmou ontem as indicações técnicas do Conselho de Administração da Embrapa (Consad) e nomeou os novos diretores, todos pesquisadores de carreira da empresa pública.
Foram nomeados para mandatos de três anos Cléber Oliveira Soares como diretor de Transferência de Tecnologia, Lúcia Gatto como diretora de Administração e Finanças e Celso Luiz Moretti como diretor de Pesquisa e Desenvolvimento. “É óbvio que teve alguma tentativa de influência política, mas o ministro [da Agricultura] Blairo Maggi e os responsáveis pela decisão se guiaram pelos critérios técnicos e escolherem os diretores por seus currículos”, afirmou Lopes.
O presidente da estatal afirmou que a demora nas nomeações chegou a causar alguma preocupação, sobretudo em função do “contexto e da realidade” políticas do país. Mas, ao final do processo de seleção, considerou que as escolhas foram conduzidas de maneira “extremamente profissional” pelo Consad e elogiou a escolha dos novos diretores.
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A demora em nomear a diretoria, considerada como “anormal” por funcionários da Embrapa, levantou suspeitas de que Temer estava segurando as indicações técnicas para tentar agradar parceiros políticos e garantir mais apoio no Congresso.























