No Brasil, compra de carne pelos europeus vem de cerca de 1,3 mil fazendas
Diretora da JBS afirma que empresa está avançando monitoramento de fornecedores para cativar consumo ‘sustentável’

Nesta quinta-feira (27/4), durante sua participação no debate “100 Dias de Governo: Perspectivas para a Agenda Agroambiental no Brasil”, promovido pelo Valor em conjunto com o movimento “Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura”, Liège Correia, diretora de sustentabilidade da JBS, afirmou que a empresa está trabalhando para aprimorar seus mecanismos de monitoramento de fornecedores, especialmente no que se refere ao meio ambiente e às comunidades locais. Esse esforço tem como objetivo atrair consumidores preocupados com a sustentabilidade, sobretudo na Europa.
O mapeamento de fornecedores envolve a verificação se as propriedades envolvidas nas atividades de pecuária estão áreas de desmatamento ilegal, com sobreposição de terras indígenas ou unidades de preservação ambiental.
Correia explicou que o monitoramento de fornecedores envolve o uso de tecnologias de rastreabilidade capazes de garantir se os produtos realmente são de uma pecuária “sustentável”.
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Segundo ela, este processo inclui o uso de ferramentas de blockchain e parcerias público-privadas (PPPs) para acompanhar o trânsito de animais entre fazendas, o que tende a garantir “total segurança e confiabilidade” para os consumidores de que os alimentos são produzidos por meios sustentáveis. “A rastreabilidade vem como oportunidade para olhar para os demais elos da cadeia. Não basta monitorar seu fornecimento, mas toda a cadeia. A Europa vem trazendo esse tema muito forte”, afirmou a executiva da JBS.
Durante o evento, a diretora do grupo explicou que apenas 5% do consumo de carne dos países europeus é importado, o que facilita a imposição de barreiras quando o produto foge das especificações esperadas. No caso do Brasil, a compra do produto pelos europeus vem de cerca de 1,3 mil fazendas de pecuária, muito aquém do potencial.
Com a preocupação de fortalecer o mercado de pecuária sustentável, a JBS também encara como estratégico o maior envolvimento de frigoríficos de menor porte neste movimento e a busca de desenvolvimento das comunidades locais que vivem próximas das propriedades.





















