Segundo o DPA (Departamento de Produção Animal), se não houver um combate efetivo ao abate clandestino de carnes, o RS corre sérios riscos de permitir a entrada de outras enfermidades e perder mercados para exportação
CPI indica falhas na fiscalização
Da Redação 11/11/2003 – 04h25 – Os efeitos do abate clandestino no Estado são abordados em um relatório divulgado ontem pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia que investiga o setor de carnes. O documento revela a desestruturação da fiscalização sanitária. Segundo o relatório, nos últimos 10 anos houve redução de 50% no quadro pessoal do Departamento de Produção Animal (DPA), vinculado à Secretaria da Agricultura. No período, a equipe passou de 360 veterinários e 1,8 mil auxiliares rurais para 172 veterinários e 600 auxiliares. Há ainda aproximadamente 1,1 mil servidores contratados emergencialmente, cujos contratos se encerram em março de 2004.
“Se não houver a imediata reestruturação da defesa sanitária, o Estado corre sérios riscos de permitir a entrada de outras enfermidades e perder mercados para exportação” alertou a diretora do DPA, Ildara Vargas, em depoimento à CPI.
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