O governo francês ataca o Brasil e deixa claro que não está disposto a abrir seu mercado para os produtos agrícolas nas dimensões que a diplomacia brasileira espera.
França diz que não dará abertura a produtos agrícolas do Brasil
Redação (06/03/07)– Hoje, o ministro da Agricultura francês, Dominique Bussereau, chamou o Brasil de "depredador", em uma referência aos interesses ofensivos do País na abertura dos mercados agrícolas na Organização Mundial do Comércio (OMC).
No fim de semana, o presidente francês Jacques Chirac já havia dado o tom ao declarar que a Europa deveria permanecer "firme como uma rocha" em sua posição agrícola. Hoje, em meio à campanha presidencial na França, foi o titular da pasta agrícola que lançou as críticas. Para ele, países como Brasil, Argentina, Austrália e Nova Zelândia são as "grandes potências agroindustriais" e "depredadores" no cenário internacional. "Esses países gostariam de ter acesso a nossos mercados, mas sem dar uma contrapartida para que entremos em suas economias", disse o ministro a uma rádio.
O chanceler Celso Amorim preferiu não comentar as declarações dos franceses. "Não vou dizer nada para não parecer que estou me intrometendo em política interna de um país", ironizou. Para Bussereau, por exemplo, uma abertura do mercado de carnes da França para os produtos brasileiros significaria "a destruição da pecuária francesa".
Leia também no Agrimídia:
- •Influenza aviária: China suspende importações de aves do Chile e reforça controles sanitários
- •Plataforma digital impulsiona capacitação na suinocultura canadense e amplia eficiência produtiva
- •Porto de Paranaguá amplia exportações de frango em 15% no 1º trimestre de 2026
- •Exportações em alta e preços em queda pressionam a suinocultura brasileira em 2026
Divisão
Mas não são apenas os europeus que estão tendo problemas internos. O Wall Street Journal revelou em sua edição de hoje que o governo americano está dividido em relação à OMC. Vários funcionários de alto escalão da Casa Branca estão frustrados diante dos avanços lentos nas negociações e questionam se o modelo de reuniões entre poucos países, entre eles o Brasil, estaria dando resultados.
Parte do governo ainda seria favorável a uma proposta mais ampla por parte dos Estados Unidos no corte de subsídios agrícolas para tentar obrigar os europeus e demais países a também flexibilizarem suas posições.





















