Em novo contra-ataque à greve dos fiscais federais agropecuários, o governo decidiu entrar na Justiça para garantir a volta imediata ao trabalho da maior parte da categoria.
Com impasse, governo federal pode ir à Justiça
Redação (01/08/07) – O primeiro beneficiário da lista deve ser Santa Catarina, onde estão concentrados os principais problemas com a exportação do complexo carnes. O ministro interino da Agricultura, Silas Brasileiro, consultou ontem fontes da União Européia sobre eventuais restrições a embarques autorizados por fiscais estaduais. Ouviu que não haveria problemas, desde que a aprovação seja supervisionada pelo serviço federal. O ministro informou os responsáveis pelos serviços técnicos das superintendências federais de Agricultura, convocados para reunião ontem, em Brasília.
Em greve desde o dia 24 por um aumento médio de 45% nos salários-base, os fiscais são contra a delegação. Acusados pelo governo de radicalizar o movimento, questionam a medida na Justiça. "Não estamos radicalizando nada. Eles é que não quiseram nos ouvir", afirma o vice-presidente da associação dos fiscais (ANFFA), Wilson de Sá.
O governo insiste na oferta de elevar de 55% para 100% a gratificação (GDAFA) sobre os salários-base e máximos dos 3.514 fiscais da ativa. Com isso, o piso da categoria saltaria de R$ 5.195 para R$ 7.006 (reajuste de 35%) e o teto, de R$ 7.539 para R$ 9.711 (28%). Nesse caso, os 2.464 inativos receberiam 30%. O custo ao Tesouro somaria R$ 140 milhões por ano. A ANFFA rejeita a oferta.
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