Fusões levam pequenos produtores de suínos a unir forças em Santa Catarina. Para ACCS, 2010 será melhor que 2009.
União de forças

Os suinocultores catarinenses tentaram várias alternativas para alavancar as vendas e otimizar seus lucros no ano passado. Com a fusão de diversas empresas do setor, como a Sadia e a Perdigão, não restou alternativa para os ‘pequenos’ senão unir forças. “Temos que trabalhar esse segmento (de cooperação entre pequenos produtores), que está fora do mercado e é a grande vítima do processo, mas que faz a grande diferença, já que a indústria aumenta os preços quando este mercado paralelo, batizado de ‘independente’, reage”, explica Wolmir de Souza, presidente da ssociação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).
As ações são comandadas pelo recém criado Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), que tem como função o fortalecimento do setor, que inclui o produtor, frigorífico, produto e até os consumidores. “Vamos criar um selo de qualidade que garantirá uma padronização do produto, com campanhas de marketing, conscientizando o consumidor que ele está adquirindo um produto com valor agregado, zelando pela segurança alimentar”, diz Souza.
Reação do mercado
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O presidente da ACCS acredita que 2010 terá um desempenho melhor que 2009, principalmente nos embarques para o exterior.
“Percebemos nitidamente que o mercado está com ofertas bem ajustadas, tanto no campo quanto na indústria. Esperamos que no final de fevereiro e março tenhamos sinais positivos do mercado, com melhoria nas exportações. Por isso é importante que o produtor mantenha seu plantel ativo, para que possa ter animais para comercialização”, orienta.
Souza lembra que o setor aguarda o retorno da Comissão Europeia, que esteve visitando as plantas brasileiras para aumentar a cota brasileira no mercado europeu. “É importante este posicionamento para o Brasil, mesmo que a União Europeia não aumente as importações. Essa avaliação referenda e nos habilita a entrar em novos mercados”, conclui.





















