Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Mercado Interno

Carne bovina mais barata em açougues

Supermercados da capital paulista vendem alguns cortes por até 25% mais caros. Açougues cobram mais pelo frango.

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Comprar carne no velho e tradicional açougue ainda é mais vantajoso do que nos supermercados.
Alguns cortes de carne bovina chegam a custar 25% mais nos supermercados do que nos açougues. Já o frango tem preços menores nos supermercados, enquanto a carne suína oscila.
Os dados fazem parte de uma pesquisa que busca mostrar os reflexos da alta dos preços do boi, do suíno e do frango nas redes de supermercados e nos açougues. E, consequentemente, no bolso do consumidor.
Foram utilizados dados da Informa Economics FNP, assessoria que acompanha o setor de carnes há 21 anos, e da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Os dados mostram que as carnes sobem bem mais do que a inflação e, no período de alta de preços no campo, supermercados e açougues reagem rapidamente, elevando os preços. No período de baixa, o recuo é lento.
A pesquisa toma como base a evolução dos preços de janeiro de 2006 a dezembro de 2010 em São Paulo.
Nesse período, as carnes bovinas consideradas menos nobres, como músculo, subiram 89%.
As nobres, como picanha e filé-mignon, subiram 134% e 145%, respectivamente. O frango inteiro teve reajuste de 91%. Já a bisteca suína somente acompanhou a inflação, de 25% no período.
A arroba de boi teve reajuste de 103% no campo nesse mesmo período, segundo a Informa Economics.

Renda ajuda

“O preço da carne bovina é superior nos supermercados porque esses estabelecimentos podem ampliar a margem bruta em diversos cortes. Eles têm um público de maior renda”, diz José Vicente Ferraz, da Informa.
Os preços médios do filé-mignon foram de R$ 21,76 por quilo em 2010 nos açougues. Já os consumidores que optaram por comprar em supermercados pagaram R$ 27,24.
A evolução da economia também é importante na formação dos preços. No período de ganho de renda da população, há maior aceleração nos preços das carnes nobres.
O reajuste da picanha, por exemplo, acompanha de perto a evolução da renda, principalmente nos açougues.
A alta chega mais rápida no açougue porque o leque de produtos é menor e se baseia praticamente nas carnes.
Mas o aumento de renda diminui o consumo de carnes menos nobres, como músculo e acém, o que provoca reajustes menores desses cortes.
Ao contrário da carne bovina, a de frango custou 5% menos nos supermercados em 2010 em relação aos valores de venda dos açougues.
Os preços no varejo são influenciados pelos do atacado, o que evidencia a maior força dessa cadeia frigorífica do frango, afirma Ferraz.
Os preços do boi, do suíno e do frango são condicionantes para a alta das carnes nos açougues e nos supermercados. O repasse é rápido nos açougues e um pouco mais lento nos supermercados.
O preço recorde da arroba do boi em novembro de 2010 -de R$ 111, em média- foi percebido pelos consumidores no mesmo mês.
A pesquisa, que se refere à cidade de São Paulo, não mostrou dados consistentes sobre a transferência de consumidor da carne bovina para as demais, quando o mercado está em alta, diz Ferraz.
Mas pesquisa da Seab (Secretaria da Agricultura e do Abastecimento) do Paraná, indica que, para cada 1% de alta no preço da carne bovina no Estado, há queda de 2,6% no consumo desta em relação à do frango, e de 1,4% ante a suína.

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