As certificações privadas devem substituir, em um futuro próximo, as barreiras sanitárias governamentais.
Consultor assinala que certificado privado irá substituir barreira governamental

O consultor em Comércio e Política Agrícola Pedro de Camargo Neto assinalou que as certificações privadas devem substituir, em um futuro próximo, as barreiras sanitárias governamentais. A notícia foi divulgada por Folhapress.
A afirmação foi feita durante a palestra “Barreiras fitossanitárias, barreiras verdes, contenciosos e outros obstáculos para o Brasil”, que encerrou na última quinta-feira (28) o Fórum de Exportações, promovido pela Folha de São Paulo na Tucarena (SP).
Para o especialista, as certificações privadas são mais comuns em mercados maduros, como a Europa e os Estados Unidos.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de frango do RS avançam em maio e reforçam retomada no mercado externo
- •Sanidade animal e suinocultura pautam agenda entre Ministério da Agricultura e governo do Piauí
- •Demanda por ração para aves sustenta estabilidade do mercado europeu em 2026
- •Preços globais do suíno mostram Brasil entre os menores patamares em junho
“Um supermercado decide, após pressão da sociedade, não comprar mais carnes de um lugar que desmata suas áreas verdes. Isso já é uma realidade, mas como comprovar que esse desmatamento não ocorreu?”, questiona.
Exigências ambientais, trabalhistas e indígenas geralmente não são incluídas em acordos comerciais e podem entrar em vigor a qualquer momento, segundo os interesses da empresa importadora.
Camargo Neto, entretanto, lembra que as questões políticas sempre fizeram parte dos obstáculos à livre circulação de mercadorias brasileiras.
“As nações exportadores sempre precisaram provar que suas mercadorias estão livres de qualquer risco sanitário. As barreiras obedecem critérios científicos. Mas qual deles? Estados Unidos, Japão e Europa têm ciências diferentes”, explicou.























