Entenda como a China aplica tarifas antidumping de até 62,4% na carne suína da União Europeia e suas consequências comerciais
China impõe tarifas Antidumping de até 62,4% sobre carne suína da UE, intensificando guerra comercial

A China impôs tarifas antidumping iniciais de até 62,4% sobre importações de carne suína da União Europeia, avaliadas em mais de US$ 2 bilhões. A medida, anunciada na sexta-feira (6), aprofunda as tensões comerciais que escalaram após o bloco europeu taxar veículos elétricos fabricados na China.
A investigação preliminar do Ministério do Comércio chinês concluiu que houve evidências de dumping que prejudicaram a indústria nacional. As tarifas entrarão em vigor em 10 de setembro. Empresas que cooperaram com a investigação, como as da Espanha, Dinamarca e Holanda, receberam taxas que variam de 15,6% a 32,7%, enquanto as demais foram penalizadas com a alíquota máxima.
A Comissão Europeia classificou a investigação como baseada em “alegações questionáveis e evidências insuficientes” e prometeu tomar todas as medidas necessárias para defender seus produtores e sua indústria. A China também tem outras investigações em andamento, incluindo casos de antissubsídios sobre exportações de laticínios da UE e medidas antidumping sobre conhaque.
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A decisão chinesa frustra as expectativas de produtores que esperavam um acordo em breve, especialmente após a China ter estendido a investigação por seis meses em junho. Anne Richard, diretora da associação francesa da indústria suína (INAPORC), expressou preocupação com o impacto que as tarifas terão nos preços no mercado europeu. Uma parte significativa das exportações de carne suína da UE para a China consiste em miúdos, que têm poucos destinos alternativos. A decisão é apenas preliminar e pode ser alterada quando a investigação for concluída em dezembro, mas analistas veem as chances de uma solução negociada como “cada vez menores”.























