Sistemas alimentares sustentáveis: a nova fronteira nas mudanças climáticas

Diante do crescente esforço global para combater a fome e os impactos das mudanças climáticas, o conceito de sistemas alimentares sustentáveis tem ganhado destaque na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Essa abordagem estratégica abrange medidas em todos os elos da cadeia alimentar, desde a produção agrícola até a industrialização e o consumo final, visando promover a segurança nutricional.
Um estudo global da Food System Economics Commission, composta por economistas independentes, revela que o “custo oculto” dos sistemas alimentares—que inclui fatores como desmatamento, insegurança alimentar, saúde, desperdício e impactos das mudanças climáticas—pode chegar a impressionantes US$ 15 trilhões por ano, o que representa 12% do PIB global até 2030. Virgínia Antonioli, gerente de sistemas alimentares do WRI Brasil, ressalta que “esse custo é muito superior ao valor gerado pelo mercado de alimentos no mundo”.
A necessidade de transformar a forma como os alimentos são produzidos e consumidos é urgente, pois não está em jogo apenas a segurança alimentar, mas também a sobrevivência de negócios em um contexto de crescente pressão ambiental e social. O desafio se torna ainda mais significativo, exigindo ações coordenadas entre governos, empresas e sociedade civil para criar um futuro alimentar mais sustentável e resiliente.
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