Abertura de mercados, cooperação internacional, investimentos produtivos e desafios sanitários marcam o cenário recente das cadeias de aves e suínos
Exportações, investimentos e alertas sanitários definem o momento do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro vive um momento de intensas movimentações que combinam expansão comercial, investimentos produtivos e atenção sanitária. No campo político e institucional, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) condenou a invasão do terminal da Cargill no porto de Santarém (PA), destacando preocupações com a segurança jurídica e a estabilidade das operações logísticas estratégicas para o escoamento da produção agrícola.
No cenário internacional, o Brasil avança na ampliação de mercados. O país conduz negociações com a Coreia do Sul para viabilizar a exportação de ovos e ampliar o acesso da carne suína brasileira ao mercado sul-coreano. Paralelamente, a Embrapa firmou um acordo com uma agência de pesquisa da Coreia do Sul para fortalecer a cooperação científica e tecnológica, ampliando intercâmbios em áreas estratégicas da agricultura e da inovação.
Os resultados econômicos também refletem a força do agronegócio. A Aurora Coop movimentou R$ 27 bilhões na economia e gerou cerca de 35 mil empregos em 2025, reforçando o papel das cooperativas no desenvolvimento regional e na consolidação das cadeias de proteína animal no Brasil.
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No comércio exterior, o estado de São Paulo liderou as exportações do agronegócio brasileiro no início de 2026, com superávit de US$ 1,31 bilhão, evidenciando a importância da produção paulista no abastecimento do mercado global.
Ao mesmo tempo, o setor acompanha com atenção o cenário sanitário regional. Casos recentes de influenza aviária na Argentina e no Uruguai ampliaram o alerta sanitário no Brasil, reforçando a necessidade de vigilância e biosseguridade para proteger a avicultura nacional.
Investimentos produtivos também impulsionam o crescimento do setor. Um investimento de R$ 375 milhões no Paraná busca reforçar a produção de aves e suínos e ampliar a integração no campo, fortalecendo a cadeia produtiva e estimulando o desenvolvimento regional.
No mercado interno, a suinocultura enfrenta um momento de ajuste. A carne suína atingiu o menor preço desde abril de 2024, movimento que amplia a competitividade da proteína frente ao frango e à carne bovina, embora também reflita um cenário de pressão sobre os produtores.
O conjunto desses acontecimentos evidencia um agronegócio em constante adaptação, equilibrando expansão de mercados, investimentos produtivos e vigilância sanitária para sustentar sua competitividade global.



















