Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 62,97 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,65 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 132,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,28 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,70 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,16 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 159,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 170,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 165,76 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.377,38 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.333,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 176,23 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 149,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,12 / cx
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Regulamentação

Debate no Congresso aponta necessidade de marco legal moderno para pesca e aquicultura no Brasil

Debate sobre a reforma da política de pesca e aquicultura no Brasil aponta para a importância de um marco legal moderno

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Ilha da Torotama é reconhecida como território tradicional pesqueiro no sul do Rio Grande do Sul

A Comissão de Meio Ambiente promoveu uma audiência para discutir a reformulação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e da Aquicultura, reacendendo um debate considerado estratégico para o futuro do setor no país. O encontro reuniu especialistas, representantes do poder público, pescadoras artesanais e lideranças da cadeia produtiva, que avaliaram os limites do modelo atual e defenderam mudanças estruturais na legislação.

Um dos principais pontos levantados foi a diferenciação clara entre pesca extrativa e aquicultura. De acordo com os participantes, tratar as duas atividades sob as mesmas regras tem gerado entraves técnicos, jurídicos e administrativos, uma vez que se trata de sistemas produtivos distintos, com impactos ambientais, necessidades regulatórias e dinâmicas econômicas próprias.

Durante o debate, representantes do setor produtivo afirmaram que a atualização do marco legal é essencial para dar segurança jurídica, incentivar investimentos e permitir o avanço tecnológico da aquicultura brasileira, que hoje enfrenta dificuldades regulatórias incompatíveis com o nível de desenvolvimento já alcançado em algumas cadeias, como a piscicultura continental e a maricultura.

Outro ponto central da audiência foi a inclusão social. Lideranças destacaram a importância de assegurar a participação efetiva das comunidades tradicionais na construção da política pública, reconhecendo o papel histórico, econômico e cultural da pesca artesanal em diversas regiões do país. A necessidade de mecanismos específicos de proteção social, acesso a crédito, assistência técnica e políticas diferenciadas também foi ressaltada.

A presença feminina no setor ganhou destaque nas discussões. As participantes defenderam que a nova política reconheça formalmente a atuação das mulheres, tanto na pesca quanto na aquicultura, valorizando sua contribuição na produção, no beneficiamento e na organização comunitária, áreas muitas vezes invisibilizadas pelas estatísticas oficiais.

Especialistas alertaram ainda que a ausência de uma política atualizada pode comprometer o ordenamento do setor, gerar sobreposição de competências entre órgãos públicos e aumentar os conflitos regulatórios. Para eles, separar claramente pesca e aquicultura dentro da política nacional é um passo fundamental para garantir sustentabilidade ambiental, eficiência produtiva e desenvolvimento regional.

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