Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Regulamentação

Debate no Congresso aponta necessidade de marco legal moderno para pesca e aquicultura no Brasil

Debate sobre a reforma da política de pesca e aquicultura no Brasil aponta para a importância de um marco legal moderno

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Ilha da Torotama é reconhecida como território tradicional pesqueiro no sul do Rio Grande do Sul

A Comissão de Meio Ambiente promoveu uma audiência para discutir a reformulação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e da Aquicultura, reacendendo um debate considerado estratégico para o futuro do setor no país. O encontro reuniu especialistas, representantes do poder público, pescadoras artesanais e lideranças da cadeia produtiva, que avaliaram os limites do modelo atual e defenderam mudanças estruturais na legislação.

Um dos principais pontos levantados foi a diferenciação clara entre pesca extrativa e aquicultura. De acordo com os participantes, tratar as duas atividades sob as mesmas regras tem gerado entraves técnicos, jurídicos e administrativos, uma vez que se trata de sistemas produtivos distintos, com impactos ambientais, necessidades regulatórias e dinâmicas econômicas próprias.

Durante o debate, representantes do setor produtivo afirmaram que a atualização do marco legal é essencial para dar segurança jurídica, incentivar investimentos e permitir o avanço tecnológico da aquicultura brasileira, que hoje enfrenta dificuldades regulatórias incompatíveis com o nível de desenvolvimento já alcançado em algumas cadeias, como a piscicultura continental e a maricultura.

Outro ponto central da audiência foi a inclusão social. Lideranças destacaram a importância de assegurar a participação efetiva das comunidades tradicionais na construção da política pública, reconhecendo o papel histórico, econômico e cultural da pesca artesanal em diversas regiões do país. A necessidade de mecanismos específicos de proteção social, acesso a crédito, assistência técnica e políticas diferenciadas também foi ressaltada.

A presença feminina no setor ganhou destaque nas discussões. As participantes defenderam que a nova política reconheça formalmente a atuação das mulheres, tanto na pesca quanto na aquicultura, valorizando sua contribuição na produção, no beneficiamento e na organização comunitária, áreas muitas vezes invisibilizadas pelas estatísticas oficiais.

Especialistas alertaram ainda que a ausência de uma política atualizada pode comprometer o ordenamento do setor, gerar sobreposição de competências entre órgãos públicos e aumentar os conflitos regulatórios. Para eles, separar claramente pesca e aquicultura dentro da política nacional é um passo fundamental para garantir sustentabilidade ambiental, eficiência produtiva e desenvolvimento regional.

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