A queda dos preços das principais plantações deverá manter-se nos próximos dois anos, de acordo com o relatório Perspectivas Agrícolas.
Pecuária e biocombustíveis ultrapassam produção agrícola, diz FAO

A queda dos preços das principais plantações deverá manter-se nos próximos dois anos, de acordo com o relatório Perspectivas Agrícolas. O documento foi produzido pela agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.
A procura por produtos agrícolas vai continuar forte, com aumento de preços menor do que na última década. Segundo a FAO, os cereais continuam sendo a base da alimentação das pessoas.
Aves
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura brasileira se despede de Dico Carneiro, fundador da Cialne
- •Embrapa aponta queda nos custos da suinocultura e da avicultura de corte em abril
- •Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja
- •Diferença de quase 90% no preço do suíno vivo entre México (97,74¢/lb) e Brasil (51,72¢/lb) expõe desequilíbrio na suinocultura
Mas em muitas partes do mundo, as dietas estão cada vez mais ricas em proteínas, gorduras e açúcar. A mudança é influenciada pelo maior poder de compra e aumento da urbanização.
Nos próximos 10 anos, o consumo da carne de aves deverá ultrapassar o da carne de porco, passando a ser a mais consumida do mundo.
O aumento da população mundial também vai exigir maior produção agrícola, e 75% desse cultivo adicional deve ocorrer na Ásia e na América Latina.
Fome
O diretor-geral da FAO disse que o panorama é diferente para a carne e o peixe, devido à procura crescente por essas fontes de proteína. José Graziano da Silva acredita, no entanto, que o bom desempenho no setor agrícola vai contribuir para a erradicação da fome e da pobreza.
O relatório prevê que a produção mundial de cereais seja 15% superior em 2023, em relação a números do ano passado. O crescimento mais rápido deve ser o das sementes oleaginosas, impulsionado pela forte procura por biocombustíveis.
A produção de arroz na próxima década pode crescer 14% e a de trigo, 12%. Já a de açúcar deverá aumentar 20%, sendo que as exportações do Brasil, o maior exportador do produto no mundo, serão influenciadas pelo mercado do etanol.























