A soja é a principal cultura agrícola para as empresas de defensivos.
Ferrugem pode causar perdas e danos de até US$ 2,5 bilhões no Centro-Oeste
Estimativa feita pela Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja) parece mais o enredo de um filme de terror para os produtores da Região Centro-Oeste: o fungo da ferrugem asiática pode ser responsável por perdas e gastos adicionais na ordem de US$ 2,5 bilhões.
O possível cenário se baseia em uma produção regional de 40 milhões de toneladas e uma perda de cinco sacas por hectare por causa do fungo. De acordo com o presidente da entidade, Glauber Silveira, “o prejuízo será dividido entre US$ 1,9 bilhão em perdas diretas e US$ 600 milhões em aplicações extras de defensivos, que já não possuem a mesma eficácia”.
Silveira diz que desde o início da safra passada, a Conab reduziu as estimativas para a produção do grão no Centro-Oeste em 1,5 milhão de tonelada.
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Apesar das promessas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em tentar acelerar a comercialização de novas substâncias, o setor não tem recebido respostas positivas. “Não temos nada de concreto do governo. As datas que já foram prometidas para a aprovação de novos defensivos não foram cumpridas”, comentou o presidente da Aprosoja.
Soja – A soja é a principal cultura agrícola para as empresas de defensivos. No ano passado, a receita gerada pela cultura cresceu 23,6%, para US$ 4,56 bilhões, ou 47% das vendas totais. Apenas a venda de produtos para combater a ferrugem da soja totalizou US$ 1,5 bilhão, informa a assessoria de imprensa do órgão.























