Delegação da Alemanha está no Rio Grande do Sul para negociar a compra de soja não transgênica. MT e GO podem ser inclusos.
Sem soja GM

Delegação da Alemanha está no Rio Grande do Sul para negociar a compra de soja não transgênica. Apesar de quase a totalidade da produção gaúcha do grão ser geneticamente modificada, os executivos foram recebidos ontem na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, em Porto Alegre. As negociações são encabeçadas pelo subsecretário de Agricultura da Baixa Saxônia, Friedrich-Otto Ripke. A proposta é estabelecer uma relação de troca entre tecnologia alemã e a produção gaúcha do grão não transgênico. “Podemos introduzir aqui tecnologia de ponta e profissionais para fazermos uma integração nesta área”, afirmou. O intercâmbio, conforme o presidente da Ocergs, Vergílio Perius, contemplaria tratores e tecnologia de produção leiteira e energia.
A Baixa Saxônia é o maior estado consumidor da oleaginosa na Alemanha, país que compra do exterior 38 milhões de toneladas por ano. No entanto, por conta de restrições aos transgênicos, o déficit na importação de soja chega a 20%.
Perius deve levar a proposta dos alemães à OCB. Segundo ele, para que a relação de troca seja efetivada, haverá necessidade de união com Mato Grosso e Goiás. “O RS não tem condições de atender à demanda sozinho”, frisou. De acordo com a Ocergs, as cooperativas gaúchas forneceriam de 9 milhões a 10 milhões de toneladas de soja por ano. Alguns dos estabelecimentos produzem o grão não transgênico por meio de contratos pré-fixados com diferencial de 20% no preço.
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