Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Exportação

Mudança na classificação da tilápia pode derrubar exportações em 90%

Estudo técnico projeta prejuízo superior a US$ 38 milhões e aponta riscos de sanções internacionais para o setor aquícola

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Mudança na classificação da tilápia pode derrubar exportações em 90%

O mercado de piscicultura do país enfrenta um cenário de incerteza diante da possibilidade de a tilápia ser incluída na listagem oficial de espécies exóticas invasoras. A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) tem em sua pauta de votação a proposta que analisa o enquadramento do peixe sob essa nova definição jurídica e ambiental. Uma avaliação técnica desenvolvida pela Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) adverte que a validação dessa medida trará sérios prejuízos aos negócios internacionais do Brasil, além de desestruturar a cadeia operacional de cultivo.

A entidade argumenta que a modificação do status da espécie tende a ser assimilada pelo comércio global como uma declaração formal de vulnerabilidade ecológica emitida pelo próprio Estado brasileiro. Tal interpretação pode abrir caminho para o estabelecimento de barreiras comerciais, ecológicas e de ordem sanitária por parte de nações parceiras de relevância para o agronegócio.

Dependência do mercado norte-americano e o histórico da carpa

A maior inquietação dos produtores concentra-se no fluxo de escoamento para os Estados Unidos, destino consolidado como o maior comprador da produção de tilápia do Brasil. Atualmente, o mercado da América do Norte absorve perto de 85% do total comercializado pelo Brasil no exterior, gerando uma receita anual estimada em US$ 35 milhões.

Para ilustrar a gravidade da situação, a direção da PEIXE BR resgata um paralelo histórico ocorrido no início da década passada. No ano de 2010, o governo dos Estados Unidos rotulou a carpa asiática como invasora, fato que desencadeou um encolhimento imediato de 97% nas vendas da China daquela espécie para o mercado americano no intervalo de doze meses, sem que o comércio registrasse qualquer reação posterior.

Com suporte nesse histórico de mercado, os dados consolidados pela associação sugerem que uma eventual confirmação do novo enquadramento para a tilápia no território nacional acarretaria um tombo de até 90% nas exportações desse peixe em apenas um semestre. O desfalque financeiro projetado supera os US$ 38 milhões, considerando estritamente a cadeia produtiva da espécie.

Prejuízo sistêmico e impacto nas espécies nativas

Os reflexos negativos do parecer não ficariam restritos à criação de tilápia. O relatório técnico prevê uma reação em cadeia que pode acarretar perdas globais na ordem de US$ 64 milhões por ano para todo o complexo pesqueiro voltado ao mercado externo.

Peixes nativos da fauna brasileira, a exemplo do tambaqui e do pintado, também correm o risco de sofrer retaliações ou restrições comerciais no exterior. O motivo seria o aumento no rigor de inspeções internacionais, imposição de normas sanitárias mais rígidas e o abalo reputacional da imagem da aquicultura do Brasil lá fora.

O diagnóstico aponta, por fim, o perigo de suspensão ou cancelamento de importantes chancelas e certificações ambientais globais, como ASC, BAP e Global G.A.P., cujos regulamentos impõem padrões severos quanto à governança ambiental e à introdução de espécies em ecossistemas.

Fonte: Peixe BR

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