Pragas e doenças exigem ação racional do produtor. Pressão das cotações internacionais exige redução de custos.
Ferrugem em xeque
A pressão das cotações internacionais força o produtor rural a reduzir custos num ano em que ameaças como a ferrugem da soja exigem atenção redobrada. No entanto, o produtor pode cortar despesas sem perder o controle do manejo de pragas e doenças, afirmam o pesquisadores da Embrapa Soja, de Londrina.
O registro de ferrugem em soja guaxa em setembro deixou o setor produtivo em alerta. Nem por isso há necessidade de aplicação preventiva de fungicida sem avaliação localizada, afirma o agrônomo e fitopatologista Rafael Soares. O caso, porém, provou que a ferrugem atravessou o inverno, apesar do vazio sanitário, que tornou obrigatória a eliminação de todas as plantas entre 15 de junho e 15 de setembro.
Os pesquisadores da Embrapa orientam os produtores a realizar aplicações controladas de fungicidas combinados, que podem eliminar a necessidade da terceira ou da quarta pulverização. O custo de cada aplicação pode chegar a 3 sacas de soja por hectare, dependendo do produto escolhido.
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O produtor pode economizar também se avaliar melhor a necessidade de aplicação de inseticidas, afirma o agrônomo especialista em insetos Adeney de Freitas Bueno. Ele afirma que avaliações simples podem ajudar o produtor a definir quando é realmente necessário aplicar veneno. Uma delas é a contagem de insetos. Para isso, o produtor pode estender um pano branco no chão e bater nas plantas com a mão para que eles caiam na “rede”. O uso de agroquímico só é aconselhável a partir da presença de mais de 20 lagartas e 2 percevejos por metro linear, orienta.
A buva também exige controle racional, aponta Dionísio Gazziero, especialista em plantas daninhas da Embrapa Soja. Em sua avaliação, o produtor perde dinheiro ao simplesmente tentar matar a buva com agrotóxico, uma vez que plantas resistentes a glifosato estão se espalhando pelas lavouras. “É preciso controlar o problema na entressafra. Uma forma de facilitar o combate é plantar trigo em vez de milho”, cita. Quando o produtor adota o conjunto de ações mais apropriado para sua área, o problema mostra-se controlável, afirma.





















