Especialistas acreditam que a venda antecipada da oleaginosa poderia reduzir prejuízos do sojicultor. Saiba o porquê.
Venda da soja

A perspectiva de preços em baixa que arrefeceu o ânimo dos produtores de soja, mesmo em ano de supersafra de 67,7 milhões de toneladas, poderia ter sido evitada se houvesse maior adesão dos produtores do grão a sistemas de comercialização antecipada. A avaliação é de especialistas presentes no 21º Fórum Nacional da Soja, realizado nessa terça-feira (16/03), em Não-Me-Toque, na Expodireto Cotrijal.
De acordo com Ivan Wedekin, diretor de commodities da BM&F Bovespa, a utilização de contratos no mercado futuro, em que meses antes da colheita o produtor já faz um acordo de venda por um valor já pré-determinado, poderia reduzir riscos de prejuízos dos produtores.
Apenas o equivalente a 10% da safra de soja no ano passado foi negociado antecipadamente no país, volume inferior aos 80% do mercado de carne bovina e 220% do café (a comercialização é feita por contratos renegociados, permitindo valor movimentado maior do que o da safra).
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” A participação é pequena porque há poucos vendedores “, avalia Wedekin.
Fernando Muraro Jr, diretor e analista da AgRural, afirma que adoção da medida seria a alternativa ideal, principalmente para produtores que precisam vender logo nos primeiros meses da safra, em que tradicionalmente são registrados os piores preços.























