País asiático raciona consumo de soja para conter alta dos preços. Analistas de mercado acreditam que pressão nos preços seja momentânea.
Soja e a China

A queda recente das cotações da soja foi puxada por rumores sobre um desaquecimento na demanda chinesa. Responsável por mais da metade do comércio internacional da oleaginosa, o país asiático estaria racionando o consumo para tentar conter a alta dos preços.
“A China formou altos estoques no último ano, e os importadores consideram que agora não é um bom momento para comprar mais soja. O governo está fazendo leilões e não consegue vender tudo que oferece às indústrias chinesas, o que pressiona os preços no mercado doméstico”, relata o empresário chinês Lin Tan.
Analistas de mercado, entretanto, acreditam que a queda seja momentânea. “Não acredito em recuo na demanda chinesa. Meus contatos negam que isso esteja ocorrendo. Mas o mercado, ansioso por novos fundamentos abraçou os boatos”, diz Steve Cachia, da Cerealpar. “No ano passado, eles (os chineses) fizeram a mesma coisa mais ou menos nesta época e depois voltaram ao mercado com muita força. E eu aposto que farão a fazem a mesma coisa neste ano”, concorda Jack Scoville, do Price Group.
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