Previsões de chuvas para a Argentina e para regiões afetadas pela seca no Brasil derrubaram os futuros da oleaginosa.
Clima volta a afetar mercado de soja da bolsa de Chicago

O quadro climático na América do Sul voltou a gerar volatilidade no mercado de soja da bolsa de Chicago. Na sexta-feira, as previsões de chuvas para a Argentina e para regiões afetadas pela seca no Brasil derrubaram os futuros da oleaginosa. Os contratos para maio encerraram o último pregão a US$ 11,9550 por bushel, em queda de 8,75 centavos de dólar por libra-peso.
Na semana, entre as sessões de terça e sexta-feira – segunda-feira foi feriado nos Estados Unidos -, o mesmo vencimento da soja acumulou leve alta de 0,25%.
A ocorrência de precipitações, no entanto, não está mais influenciando o mercado do milho, cultura que, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, já foi irreversivelmente afetada pela seca na Argentina.
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Dado esse quadro, os números de aumento das exportações de milho dos Estados Unidos reforçaram a tese de que a quebra na Argentina ampliará a procura pelo grão americano. Com isso, os futuros para maio em Chicago encerraram a sexta-feira a US$ 6,1675 por bushel, alta de 4,75 centavos.
A alta do milho embalou também as cotações do trigo. Os contratos do cereal com vencimento em maio fecharam a US$ 6,2850 o bushel, alta de 5 centavos de dólar. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou a sexta-feira a US$ 6,7575 o bushel, alta de 9 centavos de dólar.























