Vendas do milho safrinha seguem em bom ritmo no estado. Portos congestionados e falta de caminhões atrapalham negócios.
Falta de caminhões prejudica escoamento da safrinha no MT

Jaime Farinon vendeu o segundo lote do milho safrinha que colheu este ano no mês passado e conseguiu R$ 21 pela saca. Ele ainda tem 40% dos grãos armazenados em silos na própria fazenda que fica em Sinop, norte de Mato Grosso, e espera vender o restante antes da colheita da soja.
Com o aumento da exportação, os preços continuaram em alta no mercado interno. Este ano, o Brasil deve mandar para o exterior o recorde de 19 milhões de toneladas de milho, o dobro do ano passado.
Por enquanto, o Mato Grosso está com grande oferta do cereal. A safrinha chegou a 15 milhões de toneladas de milho, 150% a mais do que em 2011, e grande parte ainda está guardada no estado.
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Em uma empresa cerealista em Sinop, o movimento das carretas é 60% maior este ano.
Uma carreta leva até 38 toneladas de milho a granel, que, no caso, já está vendido. Pelo menos 40 mil toneladas devem ser escoadas para dar lugar à soja, que começa a ser colhida em meados de janeiro.
Este pode ser um gargalo importante no escoamento da safra.
“Portos estão congestionados, as ferrovias têm filas de caminhões e nós estamos com o produto comercializado estocado ainda, sendo que o contrato já venceu o prazo de embarque. Isso pode ocasionar maior alta nos fretes”, explica Vinícius Mecca, gerente da empresa.























