Falta de armazéns é um problema sério no agronegócio do estado. Agricultores e cooperativas investem na construção de silos.
No PR, falta de armazéns dificulta a estocagem da safra de grãos

É só rodar pelo campo para ver muita terra plantada e poucos armazéns para guardar os grãos.
Nos últimos anos, a capacidade de estoque da produção tem sido o grande problema dos agricultores do estado. De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento, falta espaço para armazenar, pelo menos, 10 milhões de toneladas.
Para o superintendente da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, Luiz Carlos Vissoci, a situação poderia sem diferente se os silos existentes fossem mais bem distribuídos.
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Hoje, o Paraná conta com mais de 9 milhões de hectares em áreas agricultáveis, a segunda maior do país. Mas quando o assunto é produtividade, ninguém supera o estado: são mais 4 mil quilos por hectare, uma liderança que não significou investimentos em armazenamento, tanto que o último silo construído no Paraná pelo Governo Federal foi há quase 30 anos.
As cooperativas tentam abrir espaço para os grãos. De acordo com a Ocepar, Organização das Cooperativas do Paraná, elas têm uma capacidade total de armazenamento de 15 milhões de toneladas.
Para facilitar a vida de quem não tem onde guardar o que colhe, a cooperativa de Campo Mourão, anunciou investimento de R$ 465 milhões para ampliar o setor.
Para não ter problemas, o agricultor Nelson Max Hummig construiu quatro silos para armazenar 60 mil sacos em Peabiru, no noroeste do estado. Agora, além de ver a produção bem guardada, ele também pode comercializar quando o preço estiver favorável. “Eu não tenho estresse com estrada, com cooperativa ou com qualquer empresa. O produto fica guardado e eu vejo a melhor forma de vender”, diz.
























