Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Renda agrícola prevista para 2007 já supera R$ 114 bilhões

O aumento da estimativa do IBGE para a colheita brasileira de grãos em 2007, a confirmação de uma safra recorde de cana-de-açúcar e o aumento dos preços de alguns produtos, sobretudo a soja, levaram o Ministério da Agricultura a novamente ajustar para cima sua previsão para a renda agrícola (“da porteira para dentro”) das 20 principais lavouras do País este ano.

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Redação (18/06/07) – A mais recente projeção de José Garcia Gasques, coordenador de planejamento estratégico do ministério – realizada com dados disponíveis até maio e com valores deflacionados pelo IGP-DI da FGV – aponta para uma receita conjunta de R$ 114,5 bilhões, 1,14% acima do total calculado em abril (R$ 113,2 bilhões) e 13,8% superior ao resultado do ano passado (R$ 100,6 bilhões). 

Para o ajuste em relação ao horizonte traçado anteriormente, pesaram principalmente correções realizadas para trigo, cacau, milho, soja e café. Na comparação com abril, a renda do trigo subiu 6,58%, para R$ 1,6 bilhão, a do cacau foi elevada em 2,94%, para R$ 702,6 milhões, a do milho saltou 2,88%, para R$ 16,8 bilhões, a da soja registrou aumento de 2,31%, para R$ 27,4 bilhões, 2,31% mais, e a do café engordou 2,26%, para R$ 4,4 bilhões. 

Com as correções, as cinco lavouras com maior renda – soja, cana, milho, laranja e banana, nesta ordem passaram a representar 68,9% do total estimado. Em abril, a fatia prevista para 2007 chegava a 68,7%, e no ano passado a participação das "cinco mais" ficou em 66%. 

Esta elevada participação, entretanto, não é mal vista. Em 2003, ano em que a renda agrícola das 20 principais lavouras do Brasil bateu seu recorde histórico (R$ 123,8 bilhões), a fatia das cinco maior foi idêntica (68,9%), mas só a soja representou 31,5%. 

À luz dos novos cálculos de Gasques, na divisão regional da receita o Sudeste passou a responder por 36,7% do valor consolidado. Em seguida vêem as regiões Sul (28,9%) e Centro-Oeste (20,3%). No Sudeste, a renda disparou – foram R$ 35,3 bilhões em 2006 – em virtude do avanço dos canaviais; no Sul e no Centro-Oeste, é a recuperação dos grãos o principal alicerce da receita. 

Vale ressalvar, contudo, que sobretudo para o Centro-Oeste renda não é sinônimo de rentabilidade. Na região, principalmente por conta das altas dos fertilizantes e dos custos de transporte, mas também do câmbio e do elevado endividamento de muitos produtores, as margens estão comprometidas em especial nas plantações mais remotas ou menos eficientes do Mato Grosso. O cenário, afirmam especialistas, ameaça as previsões de aumento da área plantada no Estado na próxima safra (2007/08). 

Mas o grande destaque do levantamento do Ministério da Agricultura é mesmo a cana-de-açúcar. Só em São Paulo, maior produtor do país, a receita dos canaviais deverá atingir R$ 12,4 bilhões, 17% mais que no ano passado (R$ 10,6 bilhões) e 59% acima de 2005 (R$ 7,8 bilhões). Se confirmadas as projeções de Gasques, a cultura representará 54% da receita agrícola do Estado este ano – prevista em R$ 23 bilhões no total -, ante participação de 49,3% no ano passado. 

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