André de Paula destaca sanidade, tecnologia e políticas públicas como pilares da gestão à frente da Agricultura e Pecuária
Novo ministro da Agricultura e Pecuária assume com foco em continuidade, inovação e fortalecimento do agronegócio brasileiro

A cerimônia de transmissão de cargo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi realizada nesta quarta-feira (1º), em Brasília, marcando a posse de André de Paula como novo titular da pasta. O ministro substitui Carlos Fávaro, que deixa o cargo após período de gestão marcado por avanços em exportação, crédito rural e fortalecimento institucional do setor agropecuário.
Com mais de quatro décadas de atuação na vida pública, André de Paula assume o Mapa após comandar o Ministério da Pesca e Aquicultura desde 2023. Natural de Recife (PE) e formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, o novo ministro construiu trajetória nos poderes Executivo e Legislativo, com atuação em temas estratégicos como produção rural, meio ambiente, reforma agrária e desenvolvimento sustentável.
Durante a cerimônia, o ministro destacou que sua gestão será pautada pela continuidade das políticas públicas e pela manutenção da governança que sustenta o agronegócio brasileiro. Entre as prioridades, citou o fortalecimento de instrumentos como o Plano Safra, a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Funcafé e o Seguro Rural, considerados essenciais para assegurar previsibilidade e confiança ao setor produtivo.
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Tecnologia, sanidade e sustentabilidade ganham protagonismo na nova gestão
André de Paula também ressaltou a importância da inovação tecnológica no campo, com destaque para automação e uso de inteligência artificial como fatores determinantes para o aumento da eficiência produtiva. Nesse contexto, reforçou o papel estratégico da pesquisa agropecuária, defendendo o fortalecimento da Embrapa como base técnica para o desenvolvimento do setor.
A defesa agropecuária foi apontada como outro eixo prioritário, com foco na manutenção da credibilidade sanitária do Brasil no mercado internacional. O ministro destacou que o sistema sanitário nacional continuará sendo tratado como ativo estratégico, fundamental para garantir acesso a mercados e segurança alimentar.
Ao encerrar seu discurso, André de Paula reconheceu os resultados da gestão anterior e destacou a importância da continuidade institucional. A transição ocorre em um cenário de expansão do agronegócio, que segue como um dos principais motores da economia brasileira.
Gestão anterior registra recordes em exportação, crédito e produção
Durante a cerimônia, o ex-ministro Carlos Fávaro apresentou um balanço de sua gestão à frente do Mapa, destacando a abertura de 555 novos mercados internacionais em três anos, resultado de uma estratégia baseada em diplomacia comercial e fortalecimento da confiança sanitária.
No período, também foi registrado volume expressivo de crédito rural, com R$ 1,547 trilhão executados por meio dos Planos Safra, impulsionando investimentos no campo e ampliando a capacidade produtiva. Programas voltados à sustentabilidade, como iniciativas de recuperação de áreas degradadas, mobilizaram mais de R$ 50 bilhões, contribuindo para a reincorporação de milhões de hectares ao sistema produtivo.
O balanço ainda apontou crescimento do agronegócio, com alta de 11,7% em 2025 e produção superior a 1,3 bilhão de toneladas, além do fortalecimento da defesa agropecuária e modernização de sistemas públicos.
Trajetória política e institucional reforça perfil técnico do novo ministro
Antes de assumir o Mapa, André de Paula acumulou experiência em diferentes esferas de governo. Foi ministro da Pesca e Aquicultura entre 2023 e 2026, período em que liderou ações voltadas à pesca artesanal, aquicultura e produção sustentável. No Executivo estadual, atuou como secretário de Produção Rural e Reforma Agrária de Pernambuco e secretário das Cidades.
No Legislativo, exerceu seis mandatos como deputado federal, além de ter sido vereador e deputado estadual. Ao longo da carreira, ocupou cargos estratégicos na Câmara dos Deputados, incluindo a presidência de comissões relevantes e funções de liderança partidária.
Com perfil técnico e político, o novo ministro assume o desafio de manter o ritmo de crescimento do agronegócio brasileiro, ampliar a produção sustentável e fortalecer a presença do país no mercado global de alimentos, consolidando o setor como eixo central da economia nacional.
Referência: MAPA





















