A Indonésia, país que registra o maior número de mortes provocadas pela gripe aviária, pretende impedir que as populações urbanas mantenham galinhas e outras aves soltas no quintal de suas casas, disseram ministros na sexta-feira.
Indonésia quer obrigar gaiolas para criação de aves nas cidades
Redação (20/10/06) – O país tornou-se a principal linha de frente da luta contra o vírus que matou 55 pessoas na Indonésia, onde milhões de galinhas perambulam livremente pelas zonas residenciais.
Apesar do crescente número de vítimas humanas, o governo resiste em adotar operações de sacrifício em massa dos animais, alegando que tal medida seria custosa demais e impraticável no país de 220 milhões de habitantes, onde a ameaça da gripe aviária é considerada, por muitos, uma prioridade.
“Há leis proibindo a criação de aves nas cidades da Tailândia e em Hong Kong. Vamos ter uma lei do tipo em breve”, afirmou a ministra da Saúde indonésia, Siti Fadilah Supari a repórteres, sem citar datas.
Leia também no Agrimídia:
- •Preços da carne de frango recuam na segunda quinzena de abril, mesmo com exportações em alta
- •Poder de compra do avicultor paulista recua em abril com queda mais acentuada nos preços dos ovos
- •Pressões internas e oportunidades externas redefinem o ritmo das proteínas animais no Brasil
- •Crise logística no Estreito de Ormuz pressiona avicultura e ameaça abastecimento nos Emirados Árabes Unidos
“Acreditamos realmente que os seres humanos precisam ser separados das aves”, acrescentou.
A medida deve encontrar oposição entre os pequenos criadores de galinha que mantêm os animais em seus quintais e que os vendem como forma de suplementar a renda familiar.
O ministro da Agricultura, Anton Apriyantono, disse que várias diretrizes legais estavam sendo elaboradas. “Precisamos impor a lei. Promulgamos decretos determinando que as galinhas criadas em áreas urbanas fiquem dentro de gaiolas”, disse a repórteres.
A gripe aviária matou 151 pessoas em nove países desde 2003, revelam dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Cientistas temem que o vírus da doença adquira, por meio de mutações, a capacidade de passar facilmente de uma pessoa para outra, provocando uma pandemia na população mundial que poderia matar milhões de pessoas.





















