MPF do Pará notifica frigoríficos e varejo que contribuem para o devastamento da floresta.
MPF do Pará notifica frigoríficos e varejo
Após um ano de investigações, o Ministério Público Federal do Pará e o Ibama conseguiram rastrear as empresas da cadeia da pecuária que contribuem para a devastação na Amazônia. A ação conjunta revelou, pela primeira vez, não apenas as fazendas que engordam gado em pastos ilegais, mas os frigoríficos que compram a carne e também a ponta final – varejistas do setor de limpeza, calçados, couros, laticínios e supermercados.
Segundo o procurador Daniel Averedo, do MPF paraense, 20 fazendas do Estado desmataram florestas nativas de forma ilegal para plantar pasto. Sete já haviam sido notificadas e embargadas em 2006, mas descumpriram a determinação. “Queremos a apreensão imediata do gado”, diz Averedo. Outras nove são ligadas à agropecuária Santa Bárbara, da empresária Verônica Dantas Rodenburg, irmã do empresário Daniel Dantas.
A partir dessas informações, o MPF foi atrás dos chamados Guias de Trânsito Animal (GTA), um documento obrigatório para todo animal comercializado no país, e identificou 11 frigoríficos para os quais as fazendas fornecem. Entre eles, o Bertin e o Friboi/JBS. “O embargo está publicado no site do Ibama e qualquer pessoa aqui sabe das condições dessas fazendas”, diz o procurador, alegando falta de informação dos frigoríficos.
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Na Secretaria da Fazenda, o MPF levantou notas fiscais de vendas e chegou à indústria. Nada menos que 69 empresas receberam notificações advertindo que devem parar a aquisição desses produtos ou passarão à condição de co-responsáveis pelos danos ambientais. Entre as empresas notificadas gigantes como Carrefour, Wal Mart, Bompreço e Pão de Açúcar.























